Hoje foi dia de princípios. Princípios de design, os oito princípios de cognição de Kosslyn, os cinco princípios do design analítico da informação de Tufte, a teoria da carga cognitiva de Sweller.
Para tornar a aula mais participativa, e dentro de princípios (mais princípios) de andragogia, elaborei dois jogos: o jogo dos princípios e o jogo dos diagramas.
E descobri que fica bem mais fácil e divertido o aprendizado dos princípios quando as pessoas se esforçam para juntar nomes com definições e exemplos, e depois discutir.
Assim como quando recebem um texto para transformar em diagramas.
Saíram-se super bem, e tenho certeza de que muito do que antes era lero lero com bullet points em suas apresentações, amanhã será um lindo e eficiente diagrama.
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terça-feira, 16 de agosto de 2016
domingo, 7 de agosto de 2016
Palheta de cores colorlovers
O site colorlovers é uma delícia. Tanta gente que gosta e entende de cor oferece tanto texturas como palhetas de cores super elegantes e bem combinadas. Não estou falando de moda, mas por que não buscar inspiração em campos diferentes para nossas apresentações?
As pessoas fazem suas palhetas baseadas nas mais variadas inspirações. Nós também podemos criar palhetas e texturas e compartilhar, que também podemos usar em nossas apresentações.
Eu, por exemplo, acho que apresentações com tons mais neutros dão espaço para a gente brincar mais com as imagens. Assim, busquei inspiração numa pesquisa do colorlovers do mundo da moda, navegando por trend colors.
Escolhi esta palheta de cores:
As pessoas fazem suas palhetas baseadas nas mais variadas inspirações. Nós também podemos criar palhetas e texturas e compartilhar, que também podemos usar em nossas apresentações.
Eu, por exemplo, acho que apresentações com tons mais neutros dão espaço para a gente brincar mais com as imagens. Assim, busquei inspiração numa pesquisa do colorlovers do mundo da moda, navegando por trend colors.
Escolhi esta palheta de cores:
Que veio desta inspiração do universo fashion:
Busquei um template que mostra bem as cores do PowerPoint. Na aba Temas, fui a cores, saí modificando os códigos RGB conforme a palheta do colorlovers, salvei com outro nome e vejam que palheta para apresentação mais elegante:
A dica é usar poucas cores, bem combinadas e com bom contraste. O resto são imagens e conteúdo. Nunca atrapalhe seu conteúdo com um carnaval de cores. Veja que moça mais elegante em tons nude. Aplique essa elegância a suas apresentações e faça sucesso!
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sexta-feira, 5 de agosto de 2016
Slideshare ainda não carrega animações
Como devem ter notado, no post sobre como apresentar EAP no PowerPoint, carreguei uma apresentação no Slideshare e publiquei o link.
No entanto, como o arquivo só faz sentido com efeitos de animação e transição de slide, não funcionou no Slideshare. Achei que era um problema entre o teclado e a cadeira, o que é bem comum no meu caso.
Mesmo assim, como não foi a primeira vez que passei por esse problema, resolvi pedir ajuda pelo link de suporte do Slideshare. Replico abaixo a resposta que me deram. Fiquei triste porque de fato é uma limitação do Slideshare. Mas aliviada porque o problema, no fim das contas, não era comigo.
No entanto, como o arquivo só faz sentido com efeitos de animação e transição de slide, não funcionou no Slideshare. Achei que era um problema entre o teclado e a cadeira, o que é bem comum no meu caso.
Mesmo assim, como não foi a primeira vez que passei por esse problema, resolvi pedir ajuda pelo link de suporte do Slideshare. Replico abaixo a resposta que me deram. Fiquei triste porque de fato é uma limitação do Slideshare. Mas aliviada porque o problema, no fim das contas, não era comigo.
Assunto: Efeitos de animação no slideshare [160804-008138]
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Resposta (05/08/2016 04:29 CST)
Olá Manuela Nogueira,
Obrigado pelo e-mail.
Infelizmente, este recurso não se
encontra disponível no presente momento. Só é possível publicar slides
estáticos no SlideShare.
Seu feedback foi
enviado à nossa Equipe de Pesquisa e Desenvolvimento para futura
consideração.
No futuro, você pode
enviar suas sugestões para nós ao clicar em Enviar feedback, à direita da sua
página inicial. Desta forma, seus comentários serão enviados diretamente à
equipe apropriada.
Gostaria de convidá-lo para ler o
Blog do LinkedIn em http://blog.linkedin.com para
ficar a par das mais recentes notificações sobre melhorias ao site. É a nossa
maneira de mantemos os usuários de nosso site informados sobre o interessante
trabalho que estamos realizando nos bastidores.
Agradecemos o seu
feedback e acreditamos que, juntos, podemos criar ótimos produtos para todos.
Manuela Nogueira, caso
tenha mais alguma dúvida, por favor não deixe de nos contactar.
Tenha um ótimo fim de semana!
Atenciosamente,
Adryan
Atendimento ao cliente
Usuário (04/08/2016 14:31 CST)
Assunto:
Efeitos de animação no slideshare
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segunda-feira, 1 de agosto de 2016
Tipografia: como escolher
A leitora Ana Kelly pergunta como escolher a tipografia para suas apresentações. A pergunta dela pra mim veio como sugestão, e ela foi contemplada com um exemplar do meu livro, conforme o regulamento da Promoção número 1!
Lembro-me de haver redigido algumas postagens sobre tipografia, mas como o blog é muito antigo, e minha cabeça já não funciona lá essas coisas, usei minha intuição e a muleta mais preciosa em tempos de excesso de informação: a caixa de busca. Sim, ela é uma ajuda e tanto. Sei que ela fica escondidinha no canto superior do blog, e pode ter passado despercebida, então fiz uma imagem de ajuda pra quem não viu a caixa de busca, olha ela aí:
Preenchi a caixa de busca do blog com o termo "tipografia", e veio o que imaginava. Eu já havia feito uma postagem bastante exaustiva sobre fontes Open Type e True Type. E também encontrei bons sites especializados, com excelentes dicas. O resultado da busca está aqui. Basta rolar a tela.
Agora, vamos ao que os autores especialistas dizem sobre fontes para slides. Extraio o texto de um livro chamado Design de Apresentações (que coincidência):
"A abordagem do texto nos slides deve seguir dois critérios: simplicidade e legibilidade. A simplicidade se consegue com a síntese do conteúdo e a busca pela essência das mensagens. A legibilidade se consegue com a escolha adequada da tipografia.
Os tipos sem serifa facilitam a leitura de textos a distância. Esses tipos têm boa legibilidade a distância porque suas hastes são mais espessas do que as dos tipos serifados. Obviamente, a legibilidade também está relacionada ao tamanho das letras, o entrelinhas, o entreletras, os alinhamentos e o corpo escolhido, que deve ser suficiente para ser lido a distância.
A serifa dificulta a leitura da imagem projetada. Os tipos serifados têm hastes que variam em espessura, e próprio desenho da serifa, que facilita a diferenciação entre os tipos na mídia impressa, é um elemento gráfico a mais na leitura projetada, e tudo o que 'sobra' visualmente deve ser evitado em slides.
Duarte (2008) recomenda não mais do que dois tipos de famílias de fontes para cada apresentação.
A imagem abaixo mostra, na fila superior, três tipos sem serifa e, na fila inferior, três tipos com serifa.
Se não for possível o uso de uma única família, use uma sem serifa com uma de serifa mais grossa (veja abaixo a diferença).
Esses tipos com serifa grossa, quando escolhidos com os devidos cuidados, oferecem boa legibilidade porque têm as hastes mais espessas. Mesmo assim, para promover o contraste, deve-se cuidar da diferenciação clara entre os tipos, como o desenho da letra 'a' minúscula."
Duas fontes em serifa não promovem contraste suficiente, porque são muito parecidas. É esse o motivo pelo qual a gente ou usa um só tipo na apresentação toda, e sem serifa, ou opta por uma segunda família para títulos, por exemplo, ou destaques, textos menores, utilizando uma com serifa grossa, como sugerido.
Ah, e se usar uma única família, pode estabelecer hierarquias com o uso das versões Light, Normal, Bold, Italic etc. Só não vale distorcer as fontes.
Pretendo escrever mais sobre o assunto, como por exemplo a questão do uso de maiúsculas e minúsculas. Obrigada, Ana Kelly!
Lembro-me de haver redigido algumas postagens sobre tipografia, mas como o blog é muito antigo, e minha cabeça já não funciona lá essas coisas, usei minha intuição e a muleta mais preciosa em tempos de excesso de informação: a caixa de busca. Sim, ela é uma ajuda e tanto. Sei que ela fica escondidinha no canto superior do blog, e pode ter passado despercebida, então fiz uma imagem de ajuda pra quem não viu a caixa de busca, olha ela aí:
Preenchi a caixa de busca do blog com o termo "tipografia", e veio o que imaginava. Eu já havia feito uma postagem bastante exaustiva sobre fontes Open Type e True Type. E também encontrei bons sites especializados, com excelentes dicas. O resultado da busca está aqui. Basta rolar a tela.
Agora, vamos ao que os autores especialistas dizem sobre fontes para slides. Extraio o texto de um livro chamado Design de Apresentações (que coincidência):
"A abordagem do texto nos slides deve seguir dois critérios: simplicidade e legibilidade. A simplicidade se consegue com a síntese do conteúdo e a busca pela essência das mensagens. A legibilidade se consegue com a escolha adequada da tipografia.
Os tipos sem serifa facilitam a leitura de textos a distância. Esses tipos têm boa legibilidade a distância porque suas hastes são mais espessas do que as dos tipos serifados. Obviamente, a legibilidade também está relacionada ao tamanho das letras, o entrelinhas, o entreletras, os alinhamentos e o corpo escolhido, que deve ser suficiente para ser lido a distância.
A serifa dificulta a leitura da imagem projetada. Os tipos serifados têm hastes que variam em espessura, e próprio desenho da serifa, que facilita a diferenciação entre os tipos na mídia impressa, é um elemento gráfico a mais na leitura projetada, e tudo o que 'sobra' visualmente deve ser evitado em slides.
Duarte (2008) recomenda não mais do que dois tipos de famílias de fontes para cada apresentação.
A imagem abaixo mostra, na fila superior, três tipos sem serifa e, na fila inferior, três tipos com serifa.
Se não for possível o uso de uma única família, use uma sem serifa com uma de serifa mais grossa (veja abaixo a diferença).
Esses tipos com serifa grossa, quando escolhidos com os devidos cuidados, oferecem boa legibilidade porque têm as hastes mais espessas. Mesmo assim, para promover o contraste, deve-se cuidar da diferenciação clara entre os tipos, como o desenho da letra 'a' minúscula."
Duas fontes em serifa não promovem contraste suficiente, porque são muito parecidas. É esse o motivo pelo qual a gente ou usa um só tipo na apresentação toda, e sem serifa, ou opta por uma segunda família para títulos, por exemplo, ou destaques, textos menores, utilizando uma com serifa grossa, como sugerido.
Ah, e se usar uma única família, pode estabelecer hierarquias com o uso das versões Light, Normal, Bold, Italic etc. Só não vale distorcer as fontes.
Pretendo escrever mais sobre o assunto, como por exemplo a questão do uso de maiúsculas e minúsculas. Obrigada, Ana Kelly!
domingo, 31 de julho de 2016
EAP no PPT
Confesso que fazer isso no PowerPoint dá um trabalhinho. Mas depois que a gente pega o ritmo, fica fácil. Vamos lá. Para fazer uma EAP no PowerPoint e ela ficar apresentável, a gente tem que raciocinar o seguinte:
1. Seu público precisa ter a noção do todo.
2. Seu público precisa ter a noção do detalhe.
Sua EAP é um diagrama complexo. Cheio de detalhes. Digamos que seu Projeto X tenha sete entregas, e cada uma outras tantas subentregas, com seus prazos e custos.
Não pense que se mostrar um slide com todas as entregas, seu público vai conseguir ler aquelas letrinhas minúsculas.
Você vai ter que fazer um esforço para mostrar o todo, e depois dar zoom e mostrar a primeira parte, a Entrega 1. Explica as subentregas no slide da Entrega 1 e volta o zoom para o diagrama. Vai repetindo a operação de zoom in e zoom out até que tenha terminado de explicar as sete entregas.
Nossa, mas ficou com 29 slides! Não tem problema, você só vai ficar parado em oito deles: o do diagrama completo, e cada um dos sete slides de cada etapa. Os outros são apenas ajudas visuais para não perder a referência do todo com as partes, e seu observador saber onde está. Vai que ele dá um cochilo entre a primeira e a terceira etapa. Com essas animações, ele vai acordar e vai saber onde está.
Publiquei no Slide Share, neste link. Pra variar, o que não é novidade pra mim, os efeitos de fade que tornam a animação fluida e suave foram pro espaço. O Slide Share não carrega esses efeitos de animação. Também não funcionou a animação do retângulo branco transparente que deveria aparecer e sumir suavemente. O primeiro slide seria o diagrama completo, apareceria o retângulo e depois a cada aparição do diagrama completo essa máscara desaparece e aparece. Tudo sumiu no SlideShare. Ou seja, cuidado com o SlideShare.
Desconfio, estou quase certa, de que o trabalho para fazer a mesma coisa, ou ainda melhor, no Prezi, seria mais simples. Infelizmente, tentei carregar a imagem do diagrama completo no ambiente Prezi e deu erro no plugin (várias vezes). Definitivamente, o Prezi não é meu amigo. Sempre me decepciona.
1. Seu público precisa ter a noção do todo.
2. Seu público precisa ter a noção do detalhe.
Sua EAP é um diagrama complexo. Cheio de detalhes. Digamos que seu Projeto X tenha sete entregas, e cada uma outras tantas subentregas, com seus prazos e custos.
Não pense que se mostrar um slide com todas as entregas, seu público vai conseguir ler aquelas letrinhas minúsculas.
Você vai ter que fazer um esforço para mostrar o todo, e depois dar zoom e mostrar a primeira parte, a Entrega 1. Explica as subentregas no slide da Entrega 1 e volta o zoom para o diagrama. Vai repetindo a operação de zoom in e zoom out até que tenha terminado de explicar as sete entregas.
Nossa, mas ficou com 29 slides! Não tem problema, você só vai ficar parado em oito deles: o do diagrama completo, e cada um dos sete slides de cada etapa. Os outros são apenas ajudas visuais para não perder a referência do todo com as partes, e seu observador saber onde está. Vai que ele dá um cochilo entre a primeira e a terceira etapa. Com essas animações, ele vai acordar e vai saber onde está.
Publiquei no Slide Share, neste link. Pra variar, o que não é novidade pra mim, os efeitos de fade que tornam a animação fluida e suave foram pro espaço. O Slide Share não carrega esses efeitos de animação. Também não funcionou a animação do retângulo branco transparente que deveria aparecer e sumir suavemente. O primeiro slide seria o diagrama completo, apareceria o retângulo e depois a cada aparição do diagrama completo essa máscara desaparece e aparece. Tudo sumiu no SlideShare. Ou seja, cuidado com o SlideShare.
Desconfio, estou quase certa, de que o trabalho para fazer a mesma coisa, ou ainda melhor, no Prezi, seria mais simples. Infelizmente, tentei carregar a imagem do diagrama completo no ambiente Prezi e deu erro no plugin (várias vezes). Definitivamente, o Prezi não é meu amigo. Sempre me decepciona.
sexta-feira, 29 de julho de 2016
Como destrinchar uma EAP no PowerPoint?
Como temos duas promoções abertas, o blog começa a ficar movimentado!
A leitora Jussara Zottmann participou da primeira promoção. Jussara deu a seguinte sugestão:
"descobrir um jeito de apresentar uma estrutura analítica de projeto de modo que a gente consiga acompanhar".
A Estrutura Analítica de Projeto (EAP), ou em inglês Work Breakdown Structure (WBS) é cada vez mais comum no ambiente corporativo, porque cada vez mais as empresas vêm adotando metodologias de gerenciamento de projetos. Para quem nunca viu uma, fiz uma simulação abaixo. Nela, o projeto tem 7 entregas, com as respectivas subentregas. Quanto mais complexo o projeto, mais quantidade de etapas, e também mais quantidade de retângulos, que para caber no slide vão ficando tão pequenos que fica impossível de ler.
Como resolver isso no PowerPoint, sem perder a visão do todo?
A leitora Jussara Zottmann participou da primeira promoção. Jussara deu a seguinte sugestão:
"descobrir um jeito de apresentar uma estrutura analítica de projeto de modo que a gente consiga acompanhar".
A Estrutura Analítica de Projeto (EAP), ou em inglês Work Breakdown Structure (WBS) é cada vez mais comum no ambiente corporativo, porque cada vez mais as empresas vêm adotando metodologias de gerenciamento de projetos. Para quem nunca viu uma, fiz uma simulação abaixo. Nela, o projeto tem 7 entregas, com as respectivas subentregas. Quanto mais complexo o projeto, mais quantidade de etapas, e também mais quantidade de retângulos, que para caber no slide vão ficando tão pequenos que fica impossível de ler.
Como resolver isso no PowerPoint, sem perder a visão do todo?
Essa foi justamente a sugestão da Jussara, que vou destrinchar com calma. Esse tipo de coisa se presta muito bem ao Prezi, mas no PowerPoint dá um trabalhinho. Já tenho uma ideia de como fazer no PowerPoint, porque uma colega já fez isso uma vez, e fiquei encantada, porque ela passou por minha Oficina Design de Apresentações. Prometo que vou destrinchar isso pra Jussara. Foi um prêmio merecido, não?
Recapitulando as promoções em aberto:
Promoção 1: sua sugestão de conteúdo para o blog vale um livro. Ainda restam sete exemplares!
Promoção 2: mande um slide bem ruim, eu reformato pra você e publico no blog. Você ganha a formatação de graça.
quinta-feira, 28 de julho de 2016
Show de horrores de slides
O site do partido suíço anti-powerpoint é bem divertido. Isso existe? Sim, existe. Um partido político, na Suíça, dedicado a combater o uso do PowerPoint. E tem muitos filiados de todo o mundo.
Ontem me diverti com o Slide-Horror Show. Uma coletânea de slides horríveis com comentários ácidos do presidente do partido. Vale a pena dar uma navegada no show de horrores para dar boas risadas.
Mas, entre nós, é bem feio ficar vasculhando a internet em busca de slides ruins só pra criticar. Acho que sempre tem espaço para melhorar. Li um pouco sobre o partido e o site e descobri que se trata de um professor de cursos de oratória, que afirma que 90% dos slides no mundo são tão ruins, que a comunicação fica muito melhor com o flipchart. Como ele ensina a usar o flipchart nos seus treinamentos, acho bem tendencioso afirmar isso.
Quando a gente faz as coisas direito, investindo tempo na produção de slides, pesquisando melhores formas de apresentar a informação visualmente, aplicando princípios de design, dificilmente um flipchart trará um efeito visualmente melhor.
Claro que o flipchart bem usado também é um deslumbre. Muitos de vocês não conheceram, quando crianças, o Daniel Azulay. Sou de um tempo em que ele aparecia na televisão e desenhava ao vivo. A gente ficava de fato enfeitiçado.
A propósito, depois de verem o show de horrores do link acima, vejam aqui dois infográficos elaborados por meu amigo Leonardo Sá, que está fazendo doutorado na Ecole Nationale d'Administration Publique, em Montreal. Ele produz esses diagramas para resumir textos do curso. Obviamente, um cara como ele, com formação em arquitetura, tem condição de produzir um infográfico bem feito, com os elementos visuais alinhados, respeitando princípios de design. Observem o uso dos elementos visuais, especialmente as cores, para criar identidade e relações.
Aqueles slides do show de horrores poderiam ser elaborados nos mesmos critérios, e certamente há muitas formas de eles ficarem muito melhores, inclusive bonitos. É preciso técnica, profissionalismo, design. Acredito que todas as pessoas têm condição de desenvolver seu senso estético e aplicar técnicas para poder fazer esse tipo de coisa, e melhorar a qualidade de seus slides. Basta estudar um pouco, pesquisar e não achar que só porque tem a ferramenta, vai fazer bonito.
quarta-feira, 27 de julho de 2016
Mais uma promoção!
Na onda das sugestões da primeira promoção (obrigada, Maurício e PAC), tive uma ideia.
Uma das sugestões era de mostrar slides antes e depois. Já mostrei alguns aqui, mas como tenho que modificar o que mostro porque o assunto com o qual trabalho é sempre confidencial, fica chato criar mundos encantados onde existem bolsas de valores com empresas de vassouras voadoras. Parece que meu trabalho não é sério.
Assim, resolvi oferecer um serviço aqui, pelo blog. Mandem-me um slide que considerem bem esquisito.
Esbarrou num slide que não consegue destrinchar? Tem mais de 50 palavras? Tem bullet points do início ao fim e está parecendo um filhote de Cruz Credo?
Mande-o pra mim. Eu redesenho e, se você aprovar, ganha de brinde. Com o compromisso de me autorizar a publicar aqui no blog, ok?
Vamos lá, quem será o primeiro? Podem me enviar o slide por email: manuelaloddo@gmail.com.
*Promoção válida por tempo indeterminado. Se persistirem os sintomas, um médico deverá ser consultado.
Uma das sugestões era de mostrar slides antes e depois. Já mostrei alguns aqui, mas como tenho que modificar o que mostro porque o assunto com o qual trabalho é sempre confidencial, fica chato criar mundos encantados onde existem bolsas de valores com empresas de vassouras voadoras. Parece que meu trabalho não é sério.
Assim, resolvi oferecer um serviço aqui, pelo blog. Mandem-me um slide que considerem bem esquisito.
Esbarrou num slide que não consegue destrinchar? Tem mais de 50 palavras? Tem bullet points do início ao fim e está parecendo um filhote de Cruz Credo?
Mande-o pra mim. Eu redesenho e, se você aprovar, ganha de brinde. Com o compromisso de me autorizar a publicar aqui no blog, ok?
Vamos lá, quem será o primeiro? Podem me enviar o slide por email: manuelaloddo@gmail.com.
*Promoção válida por tempo indeterminado. Se persistirem os sintomas, um médico deverá ser consultado.
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terça-feira, 19 de julho de 2016
Listras horizontais emagrecem
Abaixo os fashionistas! Sempre recomendando usar listras verticais, porque as horizontais engordam. A teoria comprova justamente o contrário.
Trata-se de um efeito ótico descoberto por Hermann von Helmholtz, demonstrado no final dos anos 1800. Ele demonstrou que o mesmo quadrado, se desenhado com listras horizontais, parece bem mais alto e estreito do que se desenhado com listras verticais.
Alguns séculos mais tarde, estudiosos de psicologia da Universidade de York realizaram uma pesquisa na qual mostravam mulheres com o mesmo corpo e estatura com vestidos de listras verticais e horizontais. Sabe o que os observadores disseram? Aquelas com listras horizontais eram mais altas e mais magras.
Puxa, passei a vida acreditando que listras horizontais engordam. Agora bagunçou minha cabeça.
Ando estudando os efeitos de ilusão de ótica, por isso este post.
Descobri uma cobertura bem abrangente desses efeitos no site da BBC, de onde tirei essa imagem do efeito de Hermann. E esse da Universidade de York saiu na BBC Brasil, em 2008.
Nosso sistema cérebro-olho, por mais sofisticado que seja, tem limitações. Essas limitações fazem com que o que a gente perceba não necessariamente corresponda a o que está diante de nós. E muitas vezes, nesse processo de interpretação, o cérebro nos engana, e aparecem esses efeitos de distorção.
É bom ter sempre isso em mente quando a gente elabora slides, porque a relação de figura e contexto é muito forte nesse processo de "enganar" que o cérebro efetua. Assim, muito cuidado com seus gráficos, diagramas, suas cores, e sua relação com o fundo do slide.
Trata-se de um efeito ótico descoberto por Hermann von Helmholtz, demonstrado no final dos anos 1800. Ele demonstrou que o mesmo quadrado, se desenhado com listras horizontais, parece bem mais alto e estreito do que se desenhado com listras verticais.
Puxa, passei a vida acreditando que listras horizontais engordam. Agora bagunçou minha cabeça.
Ando estudando os efeitos de ilusão de ótica, por isso este post.
Descobri uma cobertura bem abrangente desses efeitos no site da BBC, de onde tirei essa imagem do efeito de Hermann. E esse da Universidade de York saiu na BBC Brasil, em 2008.
Nosso sistema cérebro-olho, por mais sofisticado que seja, tem limitações. Essas limitações fazem com que o que a gente perceba não necessariamente corresponda a o que está diante de nós. E muitas vezes, nesse processo de interpretação, o cérebro nos engana, e aparecem esses efeitos de distorção.
É bom ter sempre isso em mente quando a gente elabora slides, porque a relação de figura e contexto é muito forte nesse processo de "enganar" que o cérebro efetua. Assim, muito cuidado com seus gráficos, diagramas, suas cores, e sua relação com o fundo do slide.
segunda-feira, 18 de julho de 2016
Comparando gráficos
Na Terra de Oz, existem dois índices de bolsas. O índice Mágico de Oz, composto de um conjunto de empresas, e o índice Dorothy, composto de outro conjunto de empresas. Alguns conjuntos coincidem, como os de Bancos e de Palha, por exemplo.
A ideia desse slide era demonstrar que os indicadores de Bancos tiveram performance muito ruim nos dados recentes (desde o início do ano, ou YTD - year to date, para os entendidos).
Era necessário mostrar, no mesmo slide, os cinco piores e os cinco melhores desempenhos, de ambos os índices.
O slide original estava quase assim (não tinha nada alinhado, eu ainda melhorei pra publicar aqui).
A ideia desse slide era demonstrar que os indicadores de Bancos tiveram performance muito ruim nos dados recentes (desde o início do ano, ou YTD - year to date, para os entendidos).
Era necessário mostrar, no mesmo slide, os cinco piores e os cinco melhores desempenhos, de ambos os índices.
O slide original estava quase assim (não tinha nada alinhado, eu ainda melhorei pra publicar aqui).
Se observarem, o título fala de cinco melhores e piores, mas os eixos não mostram tantos nomes assim. No entanto, as barras mostram os cinco melhores e piores, e no fim ainda mostram o índice da própria bolsa. O que houve? Na hora de colar o gráfico, foi aplicado o padrão de corpo de texto para eixos, que é 16, no nosso caso. Não couberam todos os nomes, por isso alguns ficaram escondidos.
Resolvemos então comparar um ao lado do outro, afinal seria mais importante mostrar todos os nomes do que as barras tão extensas. E ficou assim:
Ainda tentei negociar para deixar apenas as três melhores e as três piores, mas o responsável pelo conteúdo disse que era importante mostrar as cinco, para o perfeito entendimento. Minha percepção é de que a comunicação fica dificultada.
Lembro a Regra dos 4, de Kosslyn: segundo seus estudos, nosso cérebro não processa mais do que quatro grupos de informação ao mesmo tempo. Assim, cinco é um pouco acima de nossa capacidade de processamento. Mas quem manda é o conteudista. A gente tenta usar recursos de design para ampliar o entendimento e a rapidez na comunicação.
Por isso, resolvi usar um artifício visual. Vejam o título do slide. Ele aponta um destaque para o setor de Bancos. Vejam que na bolsa Mágico de Oz, Bancos têm o pior desempenho. Na bolsa Dorothy, têm o terceiro pior. Inseri, por trás dos gráficos, uma forma retangular com cantos arredondados e preenchimento em cor neutra (cinza), e uma ligação com uma forma livre sinuosa, com preenchimento vermelho em degradê, posicionada por trás dos retângulos.
Aplicar princípios de alinhamento são importantes, e também buscar recursos gráficos visuais para melhorar o entendimento. Dá um trabalhinho, mas o resultado compensa.
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sexta-feira, 29 de abril de 2016
Finalmente uma galeria de slides
Resolvi compartilhar alguns slides formatados ao longo da vida. Infelizmente, a maior parte do que faço ou é autoral ou tem conteúdo sigiloso. Desse modo, não posso compartilhar apresentações completas, para mostrar a fluidez dos relatos visuais. Mas fiz uma seleção bastante eclética com slides que mostram desde cartões de Natal até infográficos. Espero que consiga dar uma ideia de meu trabalho!
segunda-feira, 18 de abril de 2016
O mesmo blablabla de sempre
Tenho tido algumas oportunidades de ver pessoas se apresentando com o uso do PowerPoint. E fico muito triste ao constatar que parece que todo mundo pensa que sabe usar o recurso. Presenciei uma apresentação ontem que deu vontade de chorar. O sujeito projetava slides recheados de texto, que ia lendo bem devagar. Puxa, a gente lia muito antes dele e ele ficava ali, lendo "didaticamente para ficar bem claro".
Tudo errado. Se o apresentador projeta texto, vai fazer papel de bobo. Faz melhor se ficar sento passando os slides enquanto a plateia lê. Todos nós sabemos ler, e a velocidade da leitura é muito mais rápida do que a da fala. Por isso o apresentador que lê texto na maior boa vontade faz sempre papel de bobo.
Que tal mudar o foco da apresentação para o slide? Que tal trocar seus textos por imagens, ou se quiser mesmo que as pessoas leiam, deixe que o façam por si e, por favor, não atrapalhe.
Tudo errado. Se o apresentador projeta texto, vai fazer papel de bobo. Faz melhor se ficar sento passando os slides enquanto a plateia lê. Todos nós sabemos ler, e a velocidade da leitura é muito mais rápida do que a da fala. Por isso o apresentador que lê texto na maior boa vontade faz sempre papel de bobo.
Que tal mudar o foco da apresentação para o slide? Que tal trocar seus textos por imagens, ou se quiser mesmo que as pessoas leiam, deixe que o façam por si e, por favor, não atrapalhe.
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