Na onda das sugestões da primeira promoção (obrigada, Maurício e PAC), tive uma ideia.
Uma das sugestões era de mostrar slides antes e depois. Já mostrei alguns aqui, mas como tenho que modificar o que mostro porque o assunto com o qual trabalho é sempre confidencial, fica chato criar mundos encantados onde existem bolsas de valores com empresas de vassouras voadoras. Parece que meu trabalho não é sério.
Assim, resolvi oferecer um serviço aqui, pelo blog. Mandem-me um slide que considerem bem esquisito.
Esbarrou num slide que não consegue destrinchar? Tem mais de 50 palavras? Tem bullet points do início ao fim e está parecendo um filhote de Cruz Credo?
Mande-o pra mim. Eu redesenho e, se você aprovar, ganha de brinde. Com o compromisso de me autorizar a publicar aqui no blog, ok?
Vamos lá, quem será o primeiro? Podem me enviar o slide por email: manuelaloddo@gmail.com.
*Promoção válida por tempo indeterminado. Se persistirem os sintomas, um médico deverá ser consultado.
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quarta-feira, 27 de julho de 2016
segunda-feira, 18 de julho de 2016
Comparando gráficos
Na Terra de Oz, existem dois índices de bolsas. O índice Mágico de Oz, composto de um conjunto de empresas, e o índice Dorothy, composto de outro conjunto de empresas. Alguns conjuntos coincidem, como os de Bancos e de Palha, por exemplo.
A ideia desse slide era demonstrar que os indicadores de Bancos tiveram performance muito ruim nos dados recentes (desde o início do ano, ou YTD - year to date, para os entendidos).
Era necessário mostrar, no mesmo slide, os cinco piores e os cinco melhores desempenhos, de ambos os índices.
O slide original estava quase assim (não tinha nada alinhado, eu ainda melhorei pra publicar aqui).
A ideia desse slide era demonstrar que os indicadores de Bancos tiveram performance muito ruim nos dados recentes (desde o início do ano, ou YTD - year to date, para os entendidos).
Era necessário mostrar, no mesmo slide, os cinco piores e os cinco melhores desempenhos, de ambos os índices.
O slide original estava quase assim (não tinha nada alinhado, eu ainda melhorei pra publicar aqui).
Se observarem, o título fala de cinco melhores e piores, mas os eixos não mostram tantos nomes assim. No entanto, as barras mostram os cinco melhores e piores, e no fim ainda mostram o índice da própria bolsa. O que houve? Na hora de colar o gráfico, foi aplicado o padrão de corpo de texto para eixos, que é 16, no nosso caso. Não couberam todos os nomes, por isso alguns ficaram escondidos.
Resolvemos então comparar um ao lado do outro, afinal seria mais importante mostrar todos os nomes do que as barras tão extensas. E ficou assim:
Ainda tentei negociar para deixar apenas as três melhores e as três piores, mas o responsável pelo conteúdo disse que era importante mostrar as cinco, para o perfeito entendimento. Minha percepção é de que a comunicação fica dificultada.
Lembro a Regra dos 4, de Kosslyn: segundo seus estudos, nosso cérebro não processa mais do que quatro grupos de informação ao mesmo tempo. Assim, cinco é um pouco acima de nossa capacidade de processamento. Mas quem manda é o conteudista. A gente tenta usar recursos de design para ampliar o entendimento e a rapidez na comunicação.
Por isso, resolvi usar um artifício visual. Vejam o título do slide. Ele aponta um destaque para o setor de Bancos. Vejam que na bolsa Mágico de Oz, Bancos têm o pior desempenho. Na bolsa Dorothy, têm o terceiro pior. Inseri, por trás dos gráficos, uma forma retangular com cantos arredondados e preenchimento em cor neutra (cinza), e uma ligação com uma forma livre sinuosa, com preenchimento vermelho em degradê, posicionada por trás dos retângulos.
Aplicar princípios de alinhamento são importantes, e também buscar recursos gráficos visuais para melhorar o entendimento. Dá um trabalhinho, mas o resultado compensa.
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