Pout pourri de slides

Pout pourri de slides
Link para minha galeria no Flickr
"Eu tinha uma apresentação vital para fazer em minha carreira, mas o material que havia preparado estava muito aquém do desejado. O bom-gosto e a experiência da Manuela Loddo me ajudaram a garantir o emprego e mudar de vida. Até a insegurança na hora da apresentação fica menor quando se tem um material sensacional para projetar."
Prof. Dr. Eduardo Bessa
Universidade de Brasília
"A gente é suspeito por fazer propaganda em família. Mas a Manu tem me ajudado muito com as apresentações que faço no trabalho. Desde a estruturação dos assuntos até a organização visual. Uma boa apresentação facilita o apresentador e prende a atenção do público. Sempre recebo elogios pois todos acompanham com facilidade as apresentações. Obrigada, Manu!!!"
Carolina Loddo
Data Processing Engineer - EUMETSAT

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Resolvi oferecer o serviço a você, que anda levemente desconfiado de que tem gente dormindo durante suas apresentações. Viram os depoimen...

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Sobre mim

Finalmente consegui gerar uma página sobre mim. Odeio falar de mim, esse negócio de eueueu blablabla nunca foi minha praia.

Os motivos que me levaram a fazer isso foram:

1. O fantástico curso de Organização para Blogueiros, de Thaís Godinho. Era uma das primeiras lições: faça uma página sobre você.

2. Meu currículo visual. Nessa vibe de estudar linhas de tempo e infografia, encontrei um monte de lindos e maravilhosos exemplos de currículos visuais. O meu nem é tão lindo nem é tão maravilhoso, mas ele é todo feito no PowerPoint, como se fosse um slide. Minha vida em um slide. Tem tudo? Não, mas tem o que interessa. Poderia ter mais? Claro, 50 anos de existência tem muita experiência acumulada. Mas fazer um currículo suscinto é imprescindível, então fiz o meu assim.

Para ler, a quem interessar possa, tem um link lá no começo da tela inicial do blog "Sobre mim". Você clica e ele joga para uma página como se fosse uma postagem, neste blog tem que rolar a tela um pouco para baixo. Isso aí é do Blogger, eu não sei programar para ficar diferente. Para voltar às postagens, basta ir lá no menu de páginas e clicar "Página Inicial".

Ou então, clique aqui e role a tela.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Coerência de luz e sombra

Duas semanas atrás, uma colega veio me mostrar um padrão que havia desenvolvido para um relatório gerencial. Ela me perguntou o que achava, porque iria reformular o visual do documento, e queria ouvir minha opinião. Fiz uma análise e enviei a ela por escrito.

Ontem, ela já estava animada com o novo visual. Seguindo apenas algumas sugestões, a colega fez um relatório muito elegante.

Mas ficou um pequeno problema, que é o assunto desta postagem. Ela optou por usar um efeito de preenchimento radial. Aplicou o efeito a todos os gráficos, e notei um detalhe que me incomodou bastante. Era um gráfico de barras empilhadas (embora na horizontal a gente não empilhe nada), como o abaixo.


Dá pra notar o problema? Na série Diurno, a luz vem do canto superior esquerdo. Na série Noturno, do lado oposto. Ocorre que estamos acostumados a perceber esquemas de luz e sombra associados ao que percebemos na natureza. Como só temos um Sol, só deveria haver uma origem da luz no slide. 

Vejam agora o slide ajustado. A luz vem do mesmo lado. Não fica melhor?


terça-feira, 12 de julho de 2016

Linha do Tempo: horizontal ou vertical?

Andei às voltas com pesquisas sobre linhas do tempo, para elaborar uma linha de tempo para o livro de economia que estou ilustrando. Sempre achei mais intuitiva a leitura do tempo na horizontal, naturalmente da esquerda para a direita.

Ocorre que a mancha gráfica do livro deixava, para as ilustrações, uma área vertical. Conversei com o designer e expliquei que, em se tratando de uma linha do tempo de 1955 até 2015, ficaria melhor na horizontal. Ele me lembrou de um problema que é comum na encadernação.

Geralmente não temos muito controle sobre o processo gráfico. O livro sai da editoração e a gente começa a rezar pra dar tudo certo, da impressão à montagem. E no caso de uma ilustração que ocupa duas páginas, o risco é alto.

Abaixo, reproduzo uma linha do tempo super gostosa, que a revista Quatro Rodas publicou na semana passada. A evolução da Fiat no Brasil, desde sua inauguração. Uma viagem e tanto no tempo.

A página está bem casadinha, o desenho não perdeu continuidade na passagem de uma página a outra. Mas fica sempre aquela dobra chata, atrapalhando.

Explorei diversas fontes, inclusive descobri um monte de coisas legais sobre linhas do tempo. Uma delas é que a gente pode, sim, ter uma leitura vertical. Desde que respeitando o sentido da leitura ocidental, ou seja de cima para baixo. Foi assim que desenvolvi minha linha do tempo. Quando o livro for publicado, replicarei aqui no blog.

Outra coisa que andei vendo nessa pesquisa foram linhas do tempo usadas como currículos visuais. Muito bacanas. Nesse caso, as pessoas usam a leitura do tempo invertida. Lógico, para aparecer em cima a experiência mais recente.

Ou seja, cada caso pode sim ter um tratamento diferente, desde que não confunda o leitor e que aproveite o que o recurso oferece de melhor.

domingo, 10 de julho de 2016

Infográfico de cachorro quente

Quem não ama cachorro quente? Pra descontrair no domingo, e dar aquela vontade de comer um delicioso e diferente hot dog, replico aqui o infográfico lindíssimo do Food Republic. Inicialmente descoberto no já mencionado coolinfographics.com, o infográfico me deixou com água na boca.


Para minha sorte, assim que vi a imagem, enviei-a ao meu cozinheiro particular. Sou uma dessas sortudas casada com um cara que adora cozinhar. O cachorro quente dele é maravilhoso, geralmente feito no molho de tomate. Mas bati o olho na receita francesa. Na baguete e gratinado com gruyére? Nossa, deve ser dos Deuses. E é. Lá se foi meu chef preferido ao mercado, comprou os ingredientes e preparou com seu toque especial. Foi nosso jantarzinho do sábado. 

E você? Se animou para um cachorro quente diferente? No infográfico não faltam opções! Bom domingo e uma linda semana a todos!


quinta-feira, 7 de julho de 2016

Cool Infographics, o livro

Como devem ter notado, acrescentei mais um livro à biblioteca da lateral direita do blog. O livro chegou em casa pelos correios. Comprei da Amazon Brasil. Fiz cotação com a Livraria Cultura, e a economia foi de 100 reais! Comprei um usado, em excelente estado. Só uma dobrinha na ponta da capa, mas desconfio que foi no transporte. Descobri que a Amazon Brasil não paga imposto de importação (acho que desde o ano passado), então os livros importados pela Amazon Brasil ficam de fato mais acessíveis, o que é ótimo.




Ao livro! Excelente. Super recomendo. O que ele tem de bom: uma organização tipo manual, você navega os conteúdos por tema. Tem um capítulo só sobre currículos feitos com infográficos; uma parte só sobre timelines, outra sobre que tipo de gráfico para representar que tipo de informação, e por aí vai.

O que mais gostei nele: a base teórica. É um livro completíssimo e cheio de referências de autores bons (meu predileto, Tufte, está em todas), muitos dos quais pretendo explorar e compartilhar aqui.

O que o livro não tem de bom: as ilustrações são minúsculas. Tem uns infográficos muito complexos, e o autor teve que reduzi-los pra caber na página. Imaginem isso no Kindle, impossível. Mas ele resolve do seguinte modo: faz a referência ao link no site Cool infographics, e quem quiser navegar e ver a interação online com os infográficos do livro, basta visitar o link e pronto.

O que não gostei mesmo: o preço. Mesmo comprando usado e economizando 100 reais, ainda custou 112 reais. Para um livro usado, convenhamos que não é barato. Fico muito triste com os preços dos livros no nosso país. É de fato um país que não faz a menor questão de ter cidadãos leitores.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Cartaz fácil com PowerPoint



Esta semana estive envolvida em uma ação de cidadania. Uma pequena coisa mas que acho vai ajudar muita gente. No setor em que trabalho, há um único banheiro feminino. Foi reformado recentemente, e não somos tantas usuárias assim.

Mesmo assim, temos uma ou duas “porquinhas” no andar. Talvez mais. O fato é que usam o banheiro e não sabem deixá-lo usável para a próxima usuária.

Resolvi sugerir uma campanha e, conversando com três outras usuárias, chegamos a um consenso. Vamos começar com cartazes com frases educativas. Os temas foram sugeridos por todas, ficando a redação e a criação comigo.

Pra não perder tempo, busquei na galeria de temas do PowerPoint algo que lembrasse coisas femininas, limpeza, pureza etc. Achei um muito elegante, que lembra uma embalagem daquelas de sabonetes sofisticados, que eu por exemplo adoro ganhar de presente. Se chama Savon, que em francês quer dizer sabonete.


Como iria imprimir em folhas A4, que são mais comuns no escritório, fui logo à aba Design/Tamanho do Slide/Tamanho personalizado, e no campo “slides dimensionados para”, escolhi Papel A4, com orientação Retrato.

No entanto, o template tinha um negócio que me incomodava. Alguns retângulos que eu não iria usar. Queria apenas o fundo branco com a borda florida em azul. Para retirar essas firulas que eu não iria usar, fui à aba Exibição/Slide Mestre. Lá, selecionei o primeiro slide com o fundo que eu queria usar e editei, retirando todas as linhas e formas das quais eu não precisaria. Fechei o modo de exibição mestre.

Em seguida, editei o cartaz. No texto, lembrei-me de uma recomendação do professor Jairo Mancilha em seu inesquecível curso Escola de Palestrantes: “a palavra ‘não’ é uma abstração”. Assim, o tom foi sempre do que se deve fazer, e não do que não se deve fazer (tudo bem, ficaram alguns ‘evite’, mas acho que pode melhorar). A gente só dá recomendação de ações que as pessoas são capazes de visualizar. E a palavra “não”, infelizmente, a gente não consegue “enxergar”. 

Vejam as mensagens: Dê descarga sempre... Jogue os papeis... São simples, diretas e positivas, e a gente cria imediatamente a imagem do que deve ser feito.

Não quis usar um bullet do PowerPoint. Até ensaiei alguns, mas tirou a suavidade do tema Savon. Fui então ao Iconfinder (saiba mais no post sobre o Iconfinder) e busquei uma folha. Achei uma gratuita, parecida com a identidade do tema, salvei e inseri como imagem. Era preta. Troquei a cor assim: selecionei a folha preta, e na aba Formatar/cor, escolhi um tom da palheta, mais azulado.



Finalmente, um toque de humor. Encontrei uma imagem de porco no Presentermedia, do qual sou assinante. Leia o post sobre o presentermedia para saber mais. Salvei e apliquei ao cartaz, com uma frase simpática inserida num balão de HQ, da aba Inserir/formas.

Para não manchar, coloquei em um saquinho de plástico, dobrei por trás e colei com fita adesiva transparente. Um cartaz para a pia, outro para o WC.



O que achou? O PowerPoint serve direitinho para cartazes impressos mais simples, não é verdade?

terça-feira, 5 de julho de 2016

Jogo dos princípios: Contraste

Já vimos os princípios Proximidade, Alinhamento e Repetição. Chegou a vez do Contraste. Continuando com o cartão de nossa querida Madame Ju, que tudo pode e tudo resolve, vamos agora temperar um pouco o panfleto.

Como tudo o que a gente faz em design tem um objetivo de comunicação, resolvi que o problema de Madame Ju é que ela quer ser conhecida e encontrada. Ninguém pode confundir seu nome, e todos devem poder achá-la com facilidade.

Assim, tornamos ainda mais constrastantes as informações nome e contatos. Para o nome, resolvi aumentar, aumentar e ainda negritar. Como sou educada e não grito, negrito. Taí: não grite, negrite. O efeito é o mesmo. Mas sem aquele mal estar de quando gritam com a gente, né...

E o contato, esse ganhou um contraste mais forte ainda: deixei o fundo cinza e o texto vazado. Ah, e incluí aquele ícone clássico de localização, aquele que todo mundo conhece.

Fácil de desenhar: são dois círculos. Preencha um com preto. O outro preencha com cinza. O preto fica atrás (organizar/recuar ou formatar/recuar/enviar para trás ou recuar). Alinhe na vertical e na horizontal. Selecione o preto. Vá  em Formatar, editar forma, editar pontos.  Puxe o pontinho de baixo. Agrupe os dois círculos e seu ícone está pronto.


Bom, se você fosse fazer o mesmo exercício com um panfleto, poderia testar outras formas de aplicar os princípios? Se tiver dificuldade, aqui vai a dica: pesquise, pesquise, pesquise. No mundo nada se cria, tudo se copia? Que pobreza. Não é isso. É outra coisa. A gente se inspira vendo o trabalho de outros, vendo o caminho que os outros escolheram nos seus processos criativos. A internet está aí pra isso.

Espero que você não se esqueça desses quatro princípios básicos do design, repita comigo:

Proximidade, Alinhamento, Repetição, Contraste.