No nosso panfleto de Madame Ju, já aplicamos os princípios da Proximidade, aproximando as informações por tipo, e do Alinhamento, usando um alinhamento à direita.
Hoje vamos aplicar o princípio da Repetição. Segundo Kosslyn, o que é igual deve parecer igual. Assim, utilizei dois recursos visuais para aplicar o princípio (bastaria um recurso, usei dois para efeito de demonstração). A escolha do recurso vai da percepção e da linha criativa de cada designer. Usei um pouco recursos de tipografia, em conjunto com a inclusão de formas.
Tipografia: como o panfleto original já utilizava duas famílias tipográficas diferentes, optei por preservar isso e não incluir mais nenhuma. Ah, façam isso em suas apresentações, por favor: nunca usem mais do que duas famílias tipográficas. O ideal é usar somente uma! Mas nesse caso, deixei apenas o nome da cigana diferente. Para sobressair do restante das informações. A fonte aí é Amienne. Notem que é uma fonte mais desenhada, sinuosa, bem diferente da outra que contém as demais informações, que é a Franklin Gothic.
Agora começa a brincadeira: como diferenciar os tipos de informação com a mesma família de fontes? Bom, a gente tem vários recursos no PowerPoint (e em outros programas ainda mais) pra fazer isso. Pra começar, itálico (vejam ali o que ela faz: cartas, búzios e tarô; traz a pessoa amada. Tudo em itálico). Normal (vejam ali os contatos). E um recurso bem interessante, que dá um belo destaque: brincar com o espaçamento entre letras. Notem que usei em "cigana" e "vidente".
Note que esse recurso de espaçamento entre caracteres, ou entre letras, a gente não deve usar com frases. Porque dificulta a leitura, justamente por as letras estarem muito distantes. O ideal é usar somente em uma palavra.
Agora às formas. Escolhi linhas e círculos. Lá em cima, alinhando ao nome da cigana, Ju, inseri dois círculos com bordas pontilhadas, bem suaves. No meio do cartão, um círculo minúsculo ligado por uma linha horizontal, ou fio, também pontilhado. Esse fio é sangrado na imagem, para dar a ideia que vem de fora e chega no cartão, pela esquerda, justamente nos poderes da cigana. é um bom recurso para direcionar o olhar. E neste caso, é como se chamasse o leitor "vem pra cá, vem, que vou resolver este problema".
Finalmente, um fio cheio porém muito fino delimita o cartão de fora a fora, e distingue o bloco final de informações, os contatos da cigana.
Esse é apenas um pequeno e rápido exemplo para demonstrar a aplicação do princípio da repetição, para dar uma ideia de uso de recursos visuais para isso.
Repetindo: você pode usar cor, gradação de cinzas, imagens, bullets, setas, retículas, bold, outras formas, enfim, há uma gama enorme de recursos para aplicar o princípio da Repetição.
segunda-feira, 4 de julho de 2016
domingo, 3 de julho de 2016
A primeira ganhadora da promoção!
Para provar que a promoção é pra valer, aqui vai a foto da feliz ganhadora do meu livro Design de Apresentações, Patrícia Coelho, a PAC.
Queria agradecer à PAC e ao Maurício, cujo exemplar já foi enviado pelos Correios. Mais do que sua participação, agradeço pelas dicas preciosas de conteúdos interessantes, que como devem ter visto já comecei a acatar nas postagens.
Bom domingo a todos, e ainda há livros a distribuir!
Queria agradecer à PAC e ao Maurício, cujo exemplar já foi enviado pelos Correios. Mais do que sua participação, agradeço pelas dicas preciosas de conteúdos interessantes, que como devem ter visto já comecei a acatar nas postagens.
Bom domingo a todos, e ainda há livros a distribuir!
sexta-feira, 1 de julho de 2016
Jogo dos princípios: Alinhamento
Em continuação ao jogo dos princípios, hoje vou aplicar o princípio Alinhamento ao mesmo panfleto de Madame Ju, nossa cigana-vidente.
No post anterior, usei apenas o princípio da Proximidade, aproximando os conteúdos do panfleto que são relacionados, por tipo.
Agora, vamos pegar o panfleto apresentado após essa aproximação, e aplicar o princípio do alinhamento.
Vocês vão perguntar: mas antes não estava alinhado? Sim, estava, e já era suficiente para que o leitor percebesse a hierarquia e a lógica das informações, e encontrar com facilidade os contatos de Madame Ju para trazer sua amada de volta, como cantava Evandro Mesquita.
Mas notem que, quando a gente adota um alinhamento diferente do centralizado, por exemplo, o à direita, o design ganha um certo toque de ousadia. Fica diferente, provoca uma olhadinha só porque está fora do "normalzinho que se vê por aí".
Então quer dizer que se eu alinhar todos os meus slides à direita, meu design vai ser diferenciado? Opa, calma aí. Notem que se trata de um panfleto, tem pouco texto. Imaginem ler uma página de livro inteira, na qual seu olhar vai procurar o ponto de começo de cada linha de texto ao longo de toda a página. Coitado do leitor.
É preciso analisar a quantidade de informação, o vínculo que uma informação tem com a outra, e a rapidez que se espera na leitura (legibilidade).
O que não dá pra fazer é ficar mudando de alinhamento "só pra variar". Posso ter dois alinhamentos diferentes? Claro, desde que esses dois alinhamentos sejam adotados com algum critério que ajude o leitor a perceber melhor a informação. Lembrando que o design é uma ferramenta para melhorar a usabilidade de um produto. Nesse caso, um produto visual, gráfico, para tela ou impressão. Orientar o olhar para direcioná-lo ao que interessa. Essa pode ser a grande função do design. Se o cara olhar o que interessa, quem sabe ele contrata o serviço. Se nem isso você consegue que seu design faça, melhor nem produzir folhetos, afinal, eles irão para o lixo.
No post anterior, usei apenas o princípio da Proximidade, aproximando os conteúdos do panfleto que são relacionados, por tipo.
Agora, vamos pegar o panfleto apresentado após essa aproximação, e aplicar o princípio do alinhamento.
Vocês vão perguntar: mas antes não estava alinhado? Sim, estava, e já era suficiente para que o leitor percebesse a hierarquia e a lógica das informações, e encontrar com facilidade os contatos de Madame Ju para trazer sua amada de volta, como cantava Evandro Mesquita.
Mas notem que, quando a gente adota um alinhamento diferente do centralizado, por exemplo, o à direita, o design ganha um certo toque de ousadia. Fica diferente, provoca uma olhadinha só porque está fora do "normalzinho que se vê por aí".
Então quer dizer que se eu alinhar todos os meus slides à direita, meu design vai ser diferenciado? Opa, calma aí. Notem que se trata de um panfleto, tem pouco texto. Imaginem ler uma página de livro inteira, na qual seu olhar vai procurar o ponto de começo de cada linha de texto ao longo de toda a página. Coitado do leitor.
É preciso analisar a quantidade de informação, o vínculo que uma informação tem com a outra, e a rapidez que se espera na leitura (legibilidade).
O que não dá pra fazer é ficar mudando de alinhamento "só pra variar". Posso ter dois alinhamentos diferentes? Claro, desde que esses dois alinhamentos sejam adotados com algum critério que ajude o leitor a perceber melhor a informação. Lembrando que o design é uma ferramenta para melhorar a usabilidade de um produto. Nesse caso, um produto visual, gráfico, para tela ou impressão. Orientar o olhar para direcioná-lo ao que interessa. Essa pode ser a grande função do design. Se o cara olhar o que interessa, quem sabe ele contrata o serviço. Se nem isso você consegue que seu design faça, melhor nem produzir folhetos, afinal, eles irão para o lixo.
quarta-feira, 29 de junho de 2016
Jogo dos Princípios: Proximidade
Desenvolvi um pequeno exercíco para uso em sala de aula, se chama jogo dos princípios. Por enquanto, o jogo é apenas para os quatro princípios de design que considero básicos e relevantes para qualquer peça visual. Proximidade, alinhamento, repetição e contraste.
No meu jogo, inventei uma cigana-vidente chamada Madame Ju, que não sabe o que é cacofonia. Um dia, Madame Ju deixou um panfleto no para-brisas do meu carro, e resolvi usar esse panfleto para explicar os princípios básicos de design.
O panfleto original, mostrado à esquerda, mantinha todos os itens distribuídos ao longo do papel. Isso é muito comum. As pessoas acham que devem ocupar todos os espaços em branco. As pessoas também costumam jogar todas as informações sem nenhum critério de organização de conteúdo. Jogam como vão se lembrando. No entanto, observem que o simples agrupamento dos elementos de mesmo tipo de informação já facilita a percepção e a leitura.
Aplicando-se o princípio da proximidade, que diz que tudo o que se relaciona deve estar próximo, organizei as informações em blocos por tipo: quem, o que, onde. Distribuí os blocos de informação no fundo branco e usei o espaço em branco para orientar a leitura.
No meu jogo, inventei uma cigana-vidente chamada Madame Ju, que não sabe o que é cacofonia. Um dia, Madame Ju deixou um panfleto no para-brisas do meu carro, e resolvi usar esse panfleto para explicar os princípios básicos de design.
O panfleto original, mostrado à esquerda, mantinha todos os itens distribuídos ao longo do papel. Isso é muito comum. As pessoas acham que devem ocupar todos os espaços em branco. As pessoas também costumam jogar todas as informações sem nenhum critério de organização de conteúdo. Jogam como vão se lembrando. No entanto, observem que o simples agrupamento dos elementos de mesmo tipo de informação já facilita a percepção e a leitura.
Aplicando-se o princípio da proximidade, que diz que tudo o que se relaciona deve estar próximo, organizei as informações em blocos por tipo: quem, o que, onde. Distribuí os blocos de informação no fundo branco e usei o espaço em branco para orientar a leitura.
terça-feira, 28 de junho de 2016
Revisando o blog
Amigos, de ontem para hoje já recebi três sugestões de conteúdos para a reformulação do blog. Agradeço imensamente, pois são todas muito boas, e procurarei trabalhar nelas com afinco.
Enquanto garimpo e produzo conteúdos, vou paralelamente, e na medida do tempo, classificando todo o conteúdo existente para poder migrar para outra ferramenta. Minha intenção é migrar para o Wordpress, que segundo especialistas blogueiros, permite a criação de categorias, o que melhora muito a navegação.
Talvez esse processo todo só comece a se tornar realidade daqui a duas semanas, porque estou envolvida com a ilustração de um livro. Meu trabalho é criar infográficos, e procurarei compartilhar o que o autor me permitir, aqui com vocês. Ali, sim, já temos uma bela coleção de antes/depois, que é a sugestão da PAC, e que podem ser muito bem explicadas pela aplicação de diversos princípios de design, que é a sugestão do Maurício.
No fundo, minha rotina dos últimos anos tem de fato sido isso: recebo algo que não foi feito por um designer e transformo em algo visual. Seja um slide ou uma imagem para um slidedoc ou um livro, o que faço é aplicar princípios de design, obviamente utilizando padrões visuais estabelecidos (de preferência por mim hehehe), e com isso ampliar o entendimento do conceito embutido naquela informação.
Espero sair um pouco do mundo do sigilo da instituição onde trabalho para compartilhar conteúdos compartilháveis com vocês!
Aguardo mais sugestões de leitores, ainda há oito livros para distribuir! E se vierem outras sugestões, quem sabe haverá mais livros...
Enquanto garimpo e produzo conteúdos, vou paralelamente, e na medida do tempo, classificando todo o conteúdo existente para poder migrar para outra ferramenta. Minha intenção é migrar para o Wordpress, que segundo especialistas blogueiros, permite a criação de categorias, o que melhora muito a navegação.
Talvez esse processo todo só comece a se tornar realidade daqui a duas semanas, porque estou envolvida com a ilustração de um livro. Meu trabalho é criar infográficos, e procurarei compartilhar o que o autor me permitir, aqui com vocês. Ali, sim, já temos uma bela coleção de antes/depois, que é a sugestão da PAC, e que podem ser muito bem explicadas pela aplicação de diversos princípios de design, que é a sugestão do Maurício.
No fundo, minha rotina dos últimos anos tem de fato sido isso: recebo algo que não foi feito por um designer e transformo em algo visual. Seja um slide ou uma imagem para um slidedoc ou um livro, o que faço é aplicar princípios de design, obviamente utilizando padrões visuais estabelecidos (de preferência por mim hehehe), e com isso ampliar o entendimento do conceito embutido naquela informação.
Espero sair um pouco do mundo do sigilo da instituição onde trabalho para compartilhar conteúdos compartilháveis com vocês!
Aguardo mais sugestões de leitores, ainda há oito livros para distribuir! E se vierem outras sugestões, quem sabe haverá mais livros...
domingo, 26 de junho de 2016
Prêmios aos leitores
Meus caros e aguerridos 10 seguidores, demais leitores. Hoje passei a tarde de meu domingo participando de uma oficina de Thaís Godinho (blogueira do Vida Organizada), sobre organização para blogueiros.
Descobri que venho fazendo tudo errado no meu blog, e de cara peço desculpas aos leitores e especialmente aos seguidores.
Vou reformular o blog. Para começar, quero ouvir vocês. Respondam nos comentários ou por email: o que vocês gostariam que mudasse neste blog? Valem críticas construtivas, sugestões, reclamações.
O prêmio é um exemplar de meu livro Design de Apresentações.
Vou premiar as 10 primeiras sugestões que receber. E vou procurar analisar para acatar todas, na medida de minha possibilidade!
quinta-feira, 23 de junho de 2016
Ícones não são tão fáceis de se encontrar
Estou trabalhando na ilustração de um livro de economia, em parceria com um excelente designer gráfico, encarregado do projeto gráfico. Minha tarefa principal é dar forma aos gráficos. Ou seja, estou transformando as boas ideias em infográficos.
Infográficos ficam bem mais interessantes quando acompanhados de ícones. Aí meu parceiro designer veio com a sugestão: comprar uma biblioteca de ícones. Boa, pensei, assim não gasto tempo desenhando.
Pois é. Parece boa mas não é. E tem motivo. Economia é a vida da gente, atinge todas as dimensões da vida, impacta tudo. E o livro fala disso: abre os olhos da gente para coisas que a gente sempre soube mas nunca parou pra entender.
Voltando aos ícones. A gente encontra boas bibliotecas de ícones por assunto. Negócios, lazer, fases da vida, comunicação. Mas a gente não encontra uma biblioteca com todos os assuntos e as mesmas características. Porque o livro tem que ter um padrão visual, inclusive nos ícones. Eu não iria estragar o belíssimo projeto gráfico com um grupo de ícones diferente para cada assunto. Mesmo porque há infográficos que falam de todos os assuntos, aí teria que ter um ícone de cada biblioteca. Iria ficar horrível, uma colcha de retalhos.
Mas minha pesquisa por bibliotecas de ícones não foi em vão. Descobri o Iconfinder, um site especializado em ícones, e com pacotes de assinatura bem interessantes. Usei o Iconfinder como inspiração, arregacei as mangas e estou desenhando todos os ícones do livro. Trabalhoso? Claro. Mas estou desenvolvendo rapidez no Adobe Illustrator e também a manha para desenhar ilustrações mais simplificadas. E o mais importante: o livro está preservando a identidade visual!
Trouxe para o trabalho as ideias, mas aqui a gente usa o Inkscape. Meu chefe me pediu uma criação para um relatório gerencial de custódia. O que é custódia? Veja se descobre pelo ícone que criei. O desenho foi feito em menos de uma hora. Juro.
Infográficos ficam bem mais interessantes quando acompanhados de ícones. Aí meu parceiro designer veio com a sugestão: comprar uma biblioteca de ícones. Boa, pensei, assim não gasto tempo desenhando.
Pois é. Parece boa mas não é. E tem motivo. Economia é a vida da gente, atinge todas as dimensões da vida, impacta tudo. E o livro fala disso: abre os olhos da gente para coisas que a gente sempre soube mas nunca parou pra entender.
Voltando aos ícones. A gente encontra boas bibliotecas de ícones por assunto. Negócios, lazer, fases da vida, comunicação. Mas a gente não encontra uma biblioteca com todos os assuntos e as mesmas características. Porque o livro tem que ter um padrão visual, inclusive nos ícones. Eu não iria estragar o belíssimo projeto gráfico com um grupo de ícones diferente para cada assunto. Mesmo porque há infográficos que falam de todos os assuntos, aí teria que ter um ícone de cada biblioteca. Iria ficar horrível, uma colcha de retalhos.
Mas minha pesquisa por bibliotecas de ícones não foi em vão. Descobri o Iconfinder, um site especializado em ícones, e com pacotes de assinatura bem interessantes. Usei o Iconfinder como inspiração, arregacei as mangas e estou desenhando todos os ícones do livro. Trabalhoso? Claro. Mas estou desenvolvendo rapidez no Adobe Illustrator e também a manha para desenhar ilustrações mais simplificadas. E o mais importante: o livro está preservando a identidade visual!
Trouxe para o trabalho as ideias, mas aqui a gente usa o Inkscape. Meu chefe me pediu uma criação para um relatório gerencial de custódia. O que é custódia? Veja se descobre pelo ícone que criei. O desenho foi feito em menos de uma hora. Juro.
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