Essas duas aí deveriam ser amigas, se parecem até no nome. Conheço-as por seus livros. Nancy Duarte, expert em design de apresentações. Lucy Niemeyer especialista em tipografia. A razão de juntá-las na mesma postagem é o fato de que ambas, por caminhos diversos mas passando pelo design, falam de um tipo de texto em seus livros. O texto publicitário. Quando falamos de apresentações, precisamos focar naquilo que capta a atenção do público/plateia. Com certeza, uma lista infinda de palavras com marcadores deixará sua plateia pra lá de entediada. Geralmente o apresentador sabe muito mais do que consegue escrever no PowerPoint, ou do que as pessoas conseguem ler. Ele precisa traduzir sua ideia graficamente para criar um vínculo emocional com o conteúdo e seu discurso ser tanto entendido quanto lembrado.
Porém, muitas vezes não se consegue uma imagem ou um diagrama que traduza determinada ideia. Mas é possível buscar uma mensagem que seja simples e que contenha a essência do conteúdo que será detalhado no discurso. Aí entram Nancy e Lucy. Nancy com a abordagem dos outdoors. A autora sugere o uso da linguagem publicitária, ou até de sinalização. Lucy sugere os princípios ergonômicos de usabilidade. Toda vez que for escolher um tipo gráfico, pense neles. Qual o objetivo da comunicação? Precisa ser legível, compreensível e memorável. Legibilidade, leiturabilidade e pregnância. Textos curtos e grossos. Literalmente: frases curtas com letras grossas e sem serifa. Nada de frescura na tipografia. Qualquer frescura dificulta a leitura e o entendimento. Quer tentar?
sexta-feira, 30 de julho de 2010
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Mais critérios ergonômicos de usabilidade
Em postagem anterior, falei do critério ergonômico de usabilidade de Niemeyer denominado legibilidade. Hoje falo de leiturabilidade e pregnância. Leiturabilidade, segundo a autora, é a característica do texto que facilita a compreensão da mensagem. Ou seja, é uma associação da legibilidade, atributo mais intimamente ligado à tipografia escolhida, com a linguagem, ou as características semânticas do texto que o tornam claro. Assim, um texto será mais facilmente compreendido na medida em que for tão bem escrito quanto tiver uma tipografia bem escolhida.
Já a pregnância é aquela característica que oferece destaque e relevância a elementos escolhidos na mensagem. É um recurso muito utilizado em textos publicitários. Quando se pretende chamar a atenção para partes de uma mensagem, utilizam-se critérios de legibilidade, leiturabilidade e pregnância. Assim o texto fica, legível, compreensível e memorável.
O conhecimento desses critérios é importante para se trabalhar melhor as mensagens dos slides em apresentações. Porque neles há o desafio da simplicidade. Suas mensagens precisam ser curtas, claras, legíveis e memoráveis.
Já a pregnância é aquela característica que oferece destaque e relevância a elementos escolhidos na mensagem. É um recurso muito utilizado em textos publicitários. Quando se pretende chamar a atenção para partes de uma mensagem, utilizam-se critérios de legibilidade, leiturabilidade e pregnância. Assim o texto fica, legível, compreensível e memorável.
O conhecimento desses critérios é importante para se trabalhar melhor as mensagens dos slides em apresentações. Porque neles há o desafio da simplicidade. Suas mensagens precisam ser curtas, claras, legíveis e memoráveis.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Dragnifier e Zoom it
Um amigo publicitário me deu uma dica que somente hoje tive tempo para testar. E aprovei! Ele me falou sobre o Zoom it, que é uma ferramenta free que oferece uma lupa que ajuda a ampliar imagens em apresentações. Também pode ser usada para edição de imagens, e é útil para isso.
Não encontrei versão da ferramenta para o sistema operacional Vista, que é o que uso. Mas encontrei outra bem interessante, que é esta da imagem. Dragnifier. Assim como o Zoom it, tem a lupa, e nela você diz que teclas de atalho vai usar para chamar sua lupa. Também é possível alterar o formato da lupa (quadrado, retangular, circular) e trocar a proporção do zoom (2x, 4x, 8x), isso tudo só com o atalho que você mesmo criou! Outra facilidade da lupa é que ela traz uma régua de pixels, o que é bastante útil para quem trabalha com imagens.
Não encontrei versão da ferramenta para o sistema operacional Vista, que é o que uso. Mas encontrei outra bem interessante, que é esta da imagem. Dragnifier. Assim como o Zoom it, tem a lupa, e nela você diz que teclas de atalho vai usar para chamar sua lupa. Também é possível alterar o formato da lupa (quadrado, retangular, circular) e trocar a proporção do zoom (2x, 4x, 8x), isso tudo só com o atalho que você mesmo criou! Outra facilidade da lupa é que ela traz uma régua de pixels, o que é bastante útil para quem trabalha com imagens.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Tipografia
Hoje acrescentei o livro de Lucy Niemeyer sobre tipografia. Livro básico, excelente para quem está em fase de iniciação sobre o tema. Tipografia é sempre um nó quando o assunto é apresentações. Um slide bem elaborado deve fugir do texto como o diabo foge da cruz. Mas a gente precisa, muitas vezes, dar um título, dar uma dica com texto mesmo. E aí, que texto escolher? Niemeyer ensina critérios ergonômicos de usabilidade para os tipos: legibilidade, leiturabilidade e pregnância. Vamos ficar só no primeiro, que é o mais simples. Quando um tipo é bem desenhado, torna-se fácil perceber a diferença entre os caracteres: ninguém confunde "e" com "a" ou "o". O desenho de cada letra torna-a única e fácil de ser distinguida das demais. Assim, quanto mais diferente uma letra da outra, mais fácil a leitura.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Comunicação com poucas cores
Nancy Duarte orienta para o uso de uma paleta de três cores em apresentações. A autora sugere esse número ideal, com no máximo o acréscimo de duas cores: uma para destaques, outra neutra. Se consultarmos Johannes Itten, da Bauhaus, o autor orienta para a harmonização de cores com a utilização do círculo das cores. Segunto Itten, conseguem-se combinações harmônicas com o posicionamento de formas geométricas (quadrado, retângulo, triângulo equilátero e isósceles) sobre o círculo das cores. Itten sugere a harmonização de todas as cores com o cinza neutro.
Assim, lembrando a dica de Duarte, paleta de três cores com mais duas, sendo uma neutra, podemos concluir que a parte de baixo da figura de Itten, que utiliza os triângulos para harmonizar cores, é uma excelente dica para cores harmônicas em apresentações. E todas se combinam com o cinza neutro.
Imagem: Barros, pág. 95.
Assim, lembrando a dica de Duarte, paleta de três cores com mais duas, sendo uma neutra, podemos concluir que a parte de baixo da figura de Itten, que utiliza os triângulos para harmonizar cores, é uma excelente dica para cores harmônicas em apresentações. E todas se combinam com o cinza neutro.
Imagem: Barros, pág. 95.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Dica de media training
Hoje acrescento mais um livro à bibliografia. A dica veio de minha orientadora, a professora Heloiza Matos, que hoje é pesquisadora na Cásper Líbero. A Representação do Eu na Vida Cotidiana é um livro encontrado ali pelas estantes de psicologia e sociologia. A Prof. Heloiza indicou esse livro no curso de media training.
O que é que media training tem a ver com apresentações? O principal: conhecer seu público. Toda interação entre pessoas, diz Goffmann, é uma representação. Estamos sempre representando. Para sermos aceitos em sociedade. Para representarmos nossos papéis e sermos aceitos perante nossos públicos, precisamos conhecê-los. Voilá! Você vai fazer uma apresentação. Para quem? De onde vem seu público? Que linguagem esse público entende? Qual sua formação acadêmica? Quais os ritos com os quais está acostumado? Que mensagens o conquistarão? Estude seu público, conheça seu público, defina o melhor modo de conquistá-lo, de estabelecer uma conexão saudável com ele. É a primeira coisa que deve fazer antes de preparar sua apresentação.
O que é que media training tem a ver com apresentações? O principal: conhecer seu público. Toda interação entre pessoas, diz Goffmann, é uma representação. Estamos sempre representando. Para sermos aceitos em sociedade. Para representarmos nossos papéis e sermos aceitos perante nossos públicos, precisamos conhecê-los. Voilá! Você vai fazer uma apresentação. Para quem? De onde vem seu público? Que linguagem esse público entende? Qual sua formação acadêmica? Quais os ritos com os quais está acostumado? Que mensagens o conquistarão? Estude seu público, conheça seu público, defina o melhor modo de conquistá-lo, de estabelecer uma conexão saudável com ele. É a primeira coisa que deve fazer antes de preparar sua apresentação.
sábado, 17 de julho de 2010
Dicas visuais
Esta semana precisei elaborar uma apresentação de um plano de comunicação. O plano continha três momentos de ações: pré-lançamento do produto, lançamento e pós-lançamento. Na primeira apresentação, para o chefe imediato, deixei claras as transições entre os momentos. No entanto, o chefe a todo momento perguntava: "em que parte mesmo estamos? Já passamos pelo lançamento?" Lá pelas tantas, ele se virou para mim e disse: "sabe, não está claro em que momento do plano nós estamos, dá pra dar alguma orientação nos slides?"
Concluí que o problema era que não havia dicas em cada slide, mas somente nos de transição. Assim, resolvi incluir dois elementos visuais: a cor de fundo e os balões discretos no canto superir esquerdo. Assim ficou tudo muito mais fácil de acompanhar.
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