Hoje descobri um site bacana para quem quer aprender a usar o PowerPoint, o http://presentationsoft.about.com/ . Encontrei ali desde dicas para usuários iniciantes até coisas bem avançadas. Tenho lido e explorado outras ferramentas de apresentações, e acho que posso listar vantagens e desvantagens de uns e outros. Essas vantagens têm relação com o tipo de usuário e uso que são feitos. Por exemplo, o Prezi é muito bom para compartilhar, divulgar etc. Mas ele tem pouquíssimos recursos de edição de imagens, de ilustração etc. Por outro lado, é muito bacana o tipo de raciocínio que ele permite, além das possibilidades de aproximação e distanciamento da informação. Logicamente, com os devidos cuidados para as pessoas não ficarem tontas.
O PowerPoint é bem amigo em aspectos de integração com outras ferramentas, mesmo que não sejam da Microsoft. Tudo bem, é comum ele dar aquela travada no módulo de integração com gráficos do Excel. Já ocorreu comigo de ele aproximar valores em um gráfico de pizza criando uma pizza cuja soma das fatias não fechava em 100%. Aí a gente vai lá e ajusta os valores manualmente. Mas ainda tem vantagens, eu só citei alguns bugs. Uma delas, já falada aqui, é a aplicação dos padrões visuais, estilos, palheta de cores. Criou em um, aparece na coleção de estilos do outro. Mais vantagens do PowerPoint são as ferramentas de criação de formas e formatação de imagens. Quebram bem o galho. As animações, se bem aplicadas, também ajudam a contar boas histórias. O Smart Art dá um ganho de rapidez e favorece a padronização.
Agora vou começar a explorar o Adobe Edge Animator. Porque o PowerPoint é limitado quanto à visualização por dispositivos móveis. Acho que o Animator, no novo pacote Creative Cloud, da Adobe, promete. Hoje, trabalho minhas imagens no Gimp (o Photoshop é muito caro), deixo o fundo transparente, exporto para png e depois, no PowerPoint, insiro a imagem em png. Com o Creative Cloud já é possível editar imagens no Photoshop, fazer ilustrações com o Illustrator, e o resultado já é facilmente inserido no Edge Animator, com bons recursos de animação. As apresentações podem ser tratadas como filmetes mesmo, sem dificuldade nenhuma. E o melhor, o arquivo gerado é em HTML 5, o que permite, finalmente, a visualização em tablets, smartphones e coisas do tipo, além da acessibilidade. Por um preço acessível, o que é melhor. Novo aprendizado a ser construído e validado.
quarta-feira, 19 de junho de 2013
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Quanto mais quente, mais próximo.
Muita gente sabe que quando o pé-direito de um ambiente é muito alto e se quer dar uma ideia de rebaixamento, basta pintar de uma cor escura. De modo inverso, se o pé-direito é muito baixo, a gente pinta de branco ou com uma cor bem clara para dar ideia de que é mais alto. Mas o que isso tem a ver com apresentações? Kosslyn, em seu livro Graph Design for the Eye and Mind (na coleção da barra direita deste blog), cita estudos que explicam esse efeito. Tudo está relacionado ao comprimento de onda das cores e seu impacto em nossas retinas. Percebemos as cores quentes e as escuras, de maior comprimento de onda, como se estivessem mais próximas, e as cores frias e as claras, de menor comprimento de onda, como se estivessem mais distantes. Isso sugere que otimizemos a capacidade de percepção, buscando sempre apresentar, em informação visual, a cor fria mais atrás do que a cor quente. Consideremos duas linhas de um gráfico, por exemplo, uma delas em azul (fria) e a outra em vermelho (quente). A azul deve ser posicionada atrás da vermelha. Caso contrário, a sensação visual será de que, no ponto em que se cruzam, a azul estará "empurrando" a vermelha, impedindo sua aproximação. A sensação não é consciente, mas é suficiente para desviar a atenção do observador para esse "problema", que ele não racionaliza, mas percebe, impedindo-o de dedicar toda sua atenção à informação do gráfico.
domingo, 2 de junho de 2013
A mesma coisa outra vez...
Hoje segui um tweet do blog de Garr Reynolds (http://www.presentationzen.com/presentationzen/2013/05/no_excuse_for_t.html), no qual ele referencia um texto muito bom de Jay Lehr, geólogo americano acostumado a participar de palestras e proferi-las no meio acadêmico (http://www.geol.wwu.edu/rjmitch/stoning.pdf). É uma leitura excelente, na qual o autor dá boas dicas de como preparar e fazer apresentações, tanto sob o aspecto dos slides como da comunicação e da atitude do palestrante. O legal do texto é a data: 1985, muito antes da era PowerPoint. Por ali podemos ver que as pessoas se apresentam mal desde sempre, e que os problemas que hoje são narrados, blogados, tweetados, tumblrados, facebookados, redessocializados, compartilhados, escritos e reescritos, ocorrem desde que as pessoas se apresentam, com ou sem ferramenta para ajudar ou atrapalhar. Ou seja, fazer malfeito não é privilégio da era da informação. Fazer bem feito é uma escolha de quem quer arregaçar as mangas, dar duro e investir tempo e carinho nas pessoas que estão investindo seu tempo e carinho para ver e ouvir um palestrante.
domingo, 12 de maio de 2013
Imagens gratuitas
Mais um post sobre free image banks. Esta semana trabalhava tranquilamente em nova apresentação institucional, quando minha tranquilidade foi embora. Estava mais do que acostumada com o banco de imagens http://www.stockfreeimages.com/, que até pouco tempo atrás proporcionava resultado de busca excelente, em diversos bancos de imagens, classificando o resultado por tipo de licença. As coleções gratuitas permitiam fazer o que vinha precisando fazer até então. De uns tempos pra cá, no entanto, o filtro passou a exibir somente resultados no banco dreamstime.com. Nada contra o dreamstime, é um banco excelente, mas a oferta de imagens gratuitas é limitada. Para piorar, agora, quando a gente encontra imagens que sirvam, que são bem menos do que antes, e clica no free download, surpresa: direcionamento ao ambiente pago da Dreamstime, com a seguinte mensagem: "que bom que você gostou das suas dez imagens gratuitas, experimente agora estas aqui, bem baratinhas".
Bom, o jeito foi ir à luta e buscar novas opções. Aí achei a postagem de um site muito legal (techradar), e venho usando os bancos de lá.
De fato, fui curtir o stock.schng, velho conhecido. Há algum tempo eu havia trocado esse pelo d
Dreamstime, mas vejo que no Stock a oferta de imagens free é gigantesca.
O Morguefile também é velho conhecido, e a gente nota que é eminentemente um ambiente colaborativo. E por isso mesmo as imagens não são tão profissionais. Mas a gente sempre pode editar, tirar delas o que precisa. Eu precisava de um pilar romano, então procurei por capitel coríntio, e achei um castelo com pilares desse tipo. Recortei no Gimp e apliquei no powerpoint. Ficou do jeito que eu queria! Tudo de graça, até o Gimp!
O techradar tem muitas dicas legais que eu ainda vou explorar. Seguem outras dicas deles:
Unprofound
Stockvault
Openphoto
Free Media Goo
Pixel Perfect Digital
Image After
Freerange
Free Digital Photos
Free Photos Bank
Flickr: note que o link para o Flickr é para a busca avançada, e só há imagens totalmente gratuitas naquelas que são do tipo creative commons.
Essa coleção é uma dica de ouro. No techradar você lê mais sobre cada banco e suas características. Mas nada igual a visitar os bancos e ver que tipo de imagem se adequa melhor ao seu trabalho.
Outras dicas que andei descobrindo e que não estão no techradar:
Wikimedia Commons: outro ambiente creative commons. Muito bom pra gente buscar imagens antigas, históricas etc. Tem coleções de imagens de museus de assuntos diversos. Achei lá uma imagem muito legal de uma gráfica antiga, para explicar a origem dos termos caixa alta e caixa baixa na minha aula de tipografia. Tem um tipógrafo escolhendo os tipos nas respectivas caixas.
Embratur: aqui é um link para uma página do face que contém a prévia do banco de imagens do Brasil que o Governo Brasileiro noticiou em janeiro deste ano (o barquinho aí em cima é deste banco). No site brasil.gov a gente não encontra nenhum banco de imagens com cara de banco de imagens. Fiz uma busca por imagens e caí numa espécie de galeria, mas deixa a desejar. Nada exuberante como o brinde que está no face, e também em nenhum dos ambientes tem imagens em boa resolução. Talvez não tenham lançado ainda. Se alguém souber de algo, por favor poste um comentário, porque busquei em vales e morros, no site da Embratur, no do Planalto, e nada encontrei. Confesso minhas limitações de perdigueiro virtual. Tenho problemas com meu olfato de pixels.
Nunca é demais lembrar... Atenção aos direitos: veja direitinho os termos do copyright da imagem que você escolheu. Também não esqueça de ver a resolução, lembrando que o mínimo para ocupar um slide inteiro é 800 pixels de largura por 600 pixels de altura (não no modo HD), com 72 dpi.
Bom, o jeito foi ir à luta e buscar novas opções. Aí achei a postagem de um site muito legal (techradar), e venho usando os bancos de lá.
De fato, fui curtir o stock.schng, velho conhecido. Há algum tempo eu havia trocado esse pelo d
Dreamstime, mas vejo que no Stock a oferta de imagens free é gigantesca.
O Morguefile também é velho conhecido, e a gente nota que é eminentemente um ambiente colaborativo. E por isso mesmo as imagens não são tão profissionais. Mas a gente sempre pode editar, tirar delas o que precisa. Eu precisava de um pilar romano, então procurei por capitel coríntio, e achei um castelo com pilares desse tipo. Recortei no Gimp e apliquei no powerpoint. Ficou do jeito que eu queria! Tudo de graça, até o Gimp!
O techradar tem muitas dicas legais que eu ainda vou explorar. Seguem outras dicas deles:
Unprofound
Stockvault
Openphoto
Free Media Goo
Pixel Perfect Digital
Image After
Freerange
Free Digital Photos
Free Photos Bank
Flickr: note que o link para o Flickr é para a busca avançada, e só há imagens totalmente gratuitas naquelas que são do tipo creative commons.
Essa coleção é uma dica de ouro. No techradar você lê mais sobre cada banco e suas características. Mas nada igual a visitar os bancos e ver que tipo de imagem se adequa melhor ao seu trabalho.
Outras dicas que andei descobrindo e que não estão no techradar:
Wikimedia Commons: outro ambiente creative commons. Muito bom pra gente buscar imagens antigas, históricas etc. Tem coleções de imagens de museus de assuntos diversos. Achei lá uma imagem muito legal de uma gráfica antiga, para explicar a origem dos termos caixa alta e caixa baixa na minha aula de tipografia. Tem um tipógrafo escolhendo os tipos nas respectivas caixas.
Embratur: aqui é um link para uma página do face que contém a prévia do banco de imagens do Brasil que o Governo Brasileiro noticiou em janeiro deste ano (o barquinho aí em cima é deste banco). No site brasil.gov a gente não encontra nenhum banco de imagens com cara de banco de imagens. Fiz uma busca por imagens e caí numa espécie de galeria, mas deixa a desejar. Nada exuberante como o brinde que está no face, e também em nenhum dos ambientes tem imagens em boa resolução. Talvez não tenham lançado ainda. Se alguém souber de algo, por favor poste um comentário, porque busquei em vales e morros, no site da Embratur, no do Planalto, e nada encontrei. Confesso minhas limitações de perdigueiro virtual. Tenho problemas com meu olfato de pixels.
Nunca é demais lembrar... Atenção aos direitos: veja direitinho os termos do copyright da imagem que você escolheu. Também não esqueça de ver a resolução, lembrando que o mínimo para ocupar um slide inteiro é 800 pixels de largura por 600 pixels de altura (não no modo HD), com 72 dpi.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Menos Shifts na minha vida, e na sua também!
No final de maio, realizamos mais uma turma do curso Design de Apresentações. A cada turma, novo aprendizado. Sempre tem um aluno de TI que faz tudo muito mais rápido do que todos, e acaba descobrindo rapidamente um jeito mais fácil de fazer coisas.
Por exemplo: passei a vida segurando as teclas Ctrl e Shift e arrastando o mouse para duplicar texto e figuras no Windows, especialmente as linhas guia do PowerPoint. Isso mesmo, são elas a grande chave para manter tudo alinhado no slide. Mas o rapaz disse: "Manu, basta segurar o Ctrl, não precisa do Shift".
Nossa, quantos Shifts desperdiçados em minha já não tão curta existência... Mas valeu, bola pra frente, já passei da metade do caminho mas não esmoreço. Afinal, Sem Shift tudo fica muuuuuito mais fácil! E viva a geração Y!
Por exemplo: passei a vida segurando as teclas Ctrl e Shift e arrastando o mouse para duplicar texto e figuras no Windows, especialmente as linhas guia do PowerPoint. Isso mesmo, são elas a grande chave para manter tudo alinhado no slide. Mas o rapaz disse: "Manu, basta segurar o Ctrl, não precisa do Shift".
Nossa, quantos Shifts desperdiçados em minha já não tão curta existência... Mas valeu, bola pra frente, já passei da metade do caminho mas não esmoreço. Afinal, Sem Shift tudo fica muuuuuito mais fácil! E viva a geração Y!
Steve Jobs, grande apresentador
Um vídeo muito bom que analisa o estilo Steve Jobs de se apresentar:
http://www.youtube.com/watch?v=2-ntLGOyHw4
Muito bacana ver como ele concilia razão e emoção, como ensaia mil vezes antes de uma apresentação e como usa técnicas de convencimento.
Especial destaque para seus slides: poucos e poderosos!
http://www.youtube.com/watch?v=2-ntLGOyHw4
Muito bacana ver como ele concilia razão e emoção, como ensaia mil vezes antes de uma apresentação e como usa técnicas de convencimento.
Especial destaque para seus slides: poucos e poderosos!
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Livro novo em 2013
Já havia adaptado o conteúdo do livro Design de Apresentações para uma segunda edição, com foco no mercado, e passei bom tempo buscando uma editora que se interessasse por ele. Finalmente, fiz parceria com a Lura Editora, que já está na fase de criação do projeto gráfico do livro. Minha expectativa é oferecer, ainda este semestre, a segunda edição de Design de Apresentações, revisada e ampliada, nas versões E-Book e impressa!
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