domingo, 5 de setembro de 2010
Semiótica aplicada
Hoje incluí na lista de livros o de Lucia Santaella, que é uma aula de semiótica, com exemplos de aplicações variadas, em publicidade, arte, vídeo. Todos absolutamente válidos para reflexões sobre o uso de imagens e efeitos visuais, e suas possíveis construções de significados em diferentes públicos. Vale a leitura do livro, que além de instrutivo, é de utilidade imediata a quem elabora slides para apresentações. Santaella busca referências em Pierce, que por sua vez se alicerça na fenomenologia, num texto muito gostoso de ler. Como curiosidade, veja como a galera do design de interfaces aproveita as dicas da autora, assim como outras referências dela, no site usabilidoido. O link na imagem do livro remete ao site de uma livraria que tem uma resenha muito bacana do livro.
sábado, 4 de setembro de 2010
Buri, a cor mais útil do mundo!
Como escrevi na postagem anterior, tirei algumas lições de minha recente turma da oficina Design de Apresentações. Uma delas, com certeza a mais divertida, foi a do Buri. Ao falarmos sobre a subjetividade na percepção das cores, enfatizei que cada um de nós percebe as cores de modo diverso. Isso ocorre porque cada um tanto vê diferente, falando do mecanismo fisiológico de percepção, como processa de modo diferente. Isso porque cada um associa as cores às experiências que teve com cores ao longo da vida.
A turma até brincou, falando da escala de cores abaixo, que rapidamente recebi de um aluno.
Logo um deles contou a história de um amigo que tinha um fusca da cor Buri. Isso mesmo: Buri. Estava assim no documento do carro. O sujeito aproveitou-se do fato para mudar o carro da cor que quisesse: azul, vermelho, verde, amarelo. Ninguém sabia o que era Buri mesmo!
Tudo o que seu mestre mandar
Na semana que passou, conduzi mais uma oficina Design de Apresentações. A turma era muito animada e participativa. Esta é minha terceira turma, e acho que mais aprendo do que ensino. Tirei várias lições desta oficina. E uma delas foi a reflexão mais amadurecida sobre o uso de slides mestre. Passei muito tempo explicando a importância de um padrão visual, como sempre. As oficinas focam muito na questão do padrão norteando a apresentação, orientando o olhar e reduzindo a carga cognitiva.
Após a aula sobre tipos de slide de um padrão, expliquei que o modo de preservar o padrão no PowerPoint é utilizando o recurso de slide mestre. Só que esse software oferece tantas opções de slide mestre que se torna difícil optar por um deles. O problema aumenta quando a gente começa a analisar cada template de mestre do programa. Todos eles oferecem imagens no plano de fundo. Imagens decorativas que se repetem. Imagens que desviam olhar para informação nenhuma.
Assim, a dica é criar seu próprio padrão. Simples, com plano de fundo de um único tom. Também é muito importante definir uma palheta com poucas cores no seu mestre: segundo Duarte, três cores no padrão. Acha pouco? Tudo bem, use mais duas, no máximo, uma para destaques e outra neutra.
Mas dá um trabalho danado criar um mestre, e só preciso de uma apresentação com dez slides. Nesse caso, não vá perder tempo com o mestre. Escolha o mais simples de todos, exiba-o e apague tudo o que tem nele. Crie uma estrutura com grid e linhas guia para orientar seus alinhamentos, e vá em frente.
Agora, se sua apresentação é longa, complexa, tem várias partes e você provavelmente terá que reutilizá-la, vale a pena criar um padrão para cada tipo de slide, com um mestre que você vai definir, nomear e salvar para usar depois. Vai tomar um tempo grande, mas só para a primeira. Nas outras, vai estar tudo mastigado e fácil para editar!
Após a aula sobre tipos de slide de um padrão, expliquei que o modo de preservar o padrão no PowerPoint é utilizando o recurso de slide mestre. Só que esse software oferece tantas opções de slide mestre que se torna difícil optar por um deles. O problema aumenta quando a gente começa a analisar cada template de mestre do programa. Todos eles oferecem imagens no plano de fundo. Imagens decorativas que se repetem. Imagens que desviam olhar para informação nenhuma.
Assim, a dica é criar seu próprio padrão. Simples, com plano de fundo de um único tom. Também é muito importante definir uma palheta com poucas cores no seu mestre: segundo Duarte, três cores no padrão. Acha pouco? Tudo bem, use mais duas, no máximo, uma para destaques e outra neutra.
Mas dá um trabalho danado criar um mestre, e só preciso de uma apresentação com dez slides. Nesse caso, não vá perder tempo com o mestre. Escolha o mais simples de todos, exiba-o e apague tudo o que tem nele. Crie uma estrutura com grid e linhas guia para orientar seus alinhamentos, e vá em frente.
Agora, se sua apresentação é longa, complexa, tem várias partes e você provavelmente terá que reutilizá-la, vale a pena criar um padrão para cada tipo de slide, com um mestre que você vai definir, nomear e salvar para usar depois. Vai tomar um tempo grande, mas só para a primeira. Nas outras, vai estar tudo mastigado e fácil para editar!
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Adrian Frutiger
Acabo de alimentar no blog mais um livro que fez parte da minha pesquisa. Este é um clássico. Sinais e Símbolos, de Adrian Frutiger. Fala da morfologia dos sinais, desde os símbolos mais simples, como o ponto, passando pelo traço, até sinais mais complexos. O que o autor escreve sobre luz e sombra nos faz pensar. Um traço sobre papel é, afinal de contas, o preenchimento de vazios ou a retirada de luz? Frutiger lembra que se pensarmos em uma escultura que nasce de um bloco de mármore, por exemplo, a forma nasce da retirada dos excessos. Do mesmo modo, podemos perceber as imagens de apresentações como a ocupação de áreas de onde a luz foi retirada. Pensando assim, vemos que a luz tem tanta importância quanto a sombra, e que por isso os vazios também fazem parte das composições visuais que observamos.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Prezi: ferramenta bacana!
Hoje um colega "informático" me apresentou ao Prezi . Muito embora o assunto da vez seja a campanha presidencial, não tem nada a ver com apelido de presidente com erro de ortografia. É uma ferramenta bem interessante. Em ambiente colaborativo, é possível construir apresentações sem pagar nada. Desde que tenha até 100MB. Você também pode pagar pelas versões para o seu desktop, e não me pareceu um custo alto para quem faz muitas apresentações.
O que ainda não explorei muito, e de início me deixou um pouco enjoada (literalmente), foi a forma de apresentar. Parece que a lógica é construir um grande mapa mental que será o seu mapa da apresentação. Você vai jogando as idéias e redimensionando. Depois de tudo organizado na mesma tela, aponta o caminho para apresentar, com setas que não são mostradas para o observador.
No modo de apresentação, o programa vai mostrando tudo seguindo o caminho das setas, dando zoom in e zoom out. De primeira, achei visualmente bacana. Mas confesso que fiquei tonta e perdi a paciência. Mas não o suficiente para não tentar mais uma navegada lá e ver se realmente vale a pena construir apresentações ali. Visualmente ele é muito bacana mesmo. Acho que, no fundo, aplicando os mesmos conceitos do passo a passo de se construir uma apresentação, todas as ferramentas servem. Umas com mais frescura, outras com menos. O que importa mesmo é a história que será contada, se ela tem coerência, se ela causa impacto na platéia (racional + emocional). Sem deixá-la tonta ou enjoada...
O que ainda não explorei muito, e de início me deixou um pouco enjoada (literalmente), foi a forma de apresentar. Parece que a lógica é construir um grande mapa mental que será o seu mapa da apresentação. Você vai jogando as idéias e redimensionando. Depois de tudo organizado na mesma tela, aponta o caminho para apresentar, com setas que não são mostradas para o observador.
No modo de apresentação, o programa vai mostrando tudo seguindo o caminho das setas, dando zoom in e zoom out. De primeira, achei visualmente bacana. Mas confesso que fiquei tonta e perdi a paciência. Mas não o suficiente para não tentar mais uma navegada lá e ver se realmente vale a pena construir apresentações ali. Visualmente ele é muito bacana mesmo. Acho que, no fundo, aplicando os mesmos conceitos do passo a passo de se construir uma apresentação, todas as ferramentas servem. Umas com mais frescura, outras com menos. O que importa mesmo é a história que será contada, se ela tem coerência, se ela causa impacto na platéia (racional + emocional). Sem deixá-la tonta ou enjoada...
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Palestra em Brasília
Reproduzo a divulgação da palestra de agosto, em Brasília, pela Plano Consultoria.
NEWSLETTER - Agosto 2010 - Palestra
Convido todos à palestra: Design de Apresentações
Palestrante: Manuela Nogueira Loddo
Arquiteta, MA pela University of North London (atual London Met), especialista em Gestão da Comunicação Organizacional pela USP/UniBacen. Tem atuado na área de comunicação: publicidade, design e arquitetura da informação há 13 anos, como servidora do Banco Central, onde coordenou a elaboração dos padrões visuais de apresentações corporativas, e tem elaborado diversas apresentações institucionais. Elaborou a interface de ensino a distância "Apresentações para facilitadores" e tem atuado como facilitadora da "Oficina Design de Apresentações para Gerentes de Projetos". Autora do livro Design de Apresentações, a ser publicado no segundo semestre de 2010, pelo BC. Autora e ilustradora de livros infantis.
Data: 16 de agosto de 2010
Local: Livraria Cultura – Shopping Casa Park – SGCV Sul Lt. 22 Lj. 4 A – Zona Industrial - Guará
Horário: 19h30
A palestra aborda aspectos relacionados ao modo de se preparar e estruturar apresentações com elementos de apoio visual, notadamente com o uso do popular software PowerPoint. São abordadas as regras gerais pela ótica da comunicação e do marketing e em seguida as etapas da elaboração. Como planejar a apresentação e os slides. Análise do público e a definição dos objetivos da comunicação. Conteúdo das mensagens e as técnicas para sua estruturação. Partes da apresentação, padrão visual e padrão dos slides. A palestra inclui ainda, dicas de como usar elementos visuais como tipografia, cor, imagens, gráficos e animações como reforço à comunicação e ao aprendizado.
Lançamento: Oficina Design de Apresentações para Gerentes de Projetos - carga horária de 20h/a – início em 16/09/2010.
Inscrições – www.planopro2.com.br (eventos) ou com Lilia – 61- 3964-9404
NEWSLETTER - Agosto 2010 - Palestra
Convido todos à palestra: Design de Apresentações
Palestrante: Manuela Nogueira Loddo
Arquiteta, MA pela University of North London (atual London Met), especialista em Gestão da Comunicação Organizacional pela USP/UniBacen. Tem atuado na área de comunicação: publicidade, design e arquitetura da informação há 13 anos, como servidora do Banco Central, onde coordenou a elaboração dos padrões visuais de apresentações corporativas, e tem elaborado diversas apresentações institucionais. Elaborou a interface de ensino a distância "Apresentações para facilitadores" e tem atuado como facilitadora da "Oficina Design de Apresentações para Gerentes de Projetos". Autora do livro Design de Apresentações, a ser publicado no segundo semestre de 2010, pelo BC. Autora e ilustradora de livros infantis.
Data: 16 de agosto de 2010
Local: Livraria Cultura – Shopping Casa Park – SGCV Sul Lt. 22 Lj. 4 A – Zona Industrial - Guará
Horário: 19h30
A palestra aborda aspectos relacionados ao modo de se preparar e estruturar apresentações com elementos de apoio visual, notadamente com o uso do popular software PowerPoint. São abordadas as regras gerais pela ótica da comunicação e do marketing e em seguida as etapas da elaboração. Como planejar a apresentação e os slides. Análise do público e a definição dos objetivos da comunicação. Conteúdo das mensagens e as técnicas para sua estruturação. Partes da apresentação, padrão visual e padrão dos slides. A palestra inclui ainda, dicas de como usar elementos visuais como tipografia, cor, imagens, gráficos e animações como reforço à comunicação e ao aprendizado.
Lançamento: Oficina Design de Apresentações para Gerentes de Projetos - carga horária de 20h/a – início em 16/09/2010.
Inscrições – www.planopro2.com.br (eventos) ou com Lilia – 61- 3964-9404
domingo, 1 de agosto de 2010
Alinhamentos
Ainda falando de texto. Blagh, texto em slides. Odeio isso. Mas se você não odeia e insiste em escrever em seus slides, escreva direito. Evite o alinhamento justificado. Ele cria vazios entre as palavras que diferem conforme o tamanho das palavras nos textos dos slides. Pode minimizar isso hifenizando as palavras, mas aí você vai acabar com a paciência de sua plateia. Bom, pode fazer de propósito, se quiser deixar sua audiência irritada.
Outra coisa boa de se evitar é o alinhamento centralizado.
Se já é difícil acompanhar cada linha que começa no mesmo ponto, o que dirá um texto que a cada linha inicia em um alinhamento novo à esquerda.
Quer fazer direito? Simplifique. Reduza, resuma e alinhe à esquerda. O alinhamento à esquerda preserva o ritmo da leitura. Mesmo que não fique "bonitinho" cada linha terminando em um ponto diferente. O que importa é que todas iniciem no mesmo ponto, e que os espaços entre palavras seja preservado. Isso evita que seu texto "engasgue".
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