domingo, 27 de julho de 2014
Aspirador para inspiração
Recentemente descobri um site muito bom, o Better Presenting. Lá, um mundo de informações sobre design de apresentações. Eles inclusive organizam um mega evento anual sobre o assunto. Além de muitas informações, serviços e o evento, o responsável Rick Altman oferece seu livro para download gratuito. O link está aí ao lado direito, clicando a imagem da capa. A primeira página do primeiro capítulo para mim foi muito esclarecedora. Sempre ficava encucada porque toda vez que me dava o trabalho de tentar oferecer uma turma de minhas oficinas ao mercado, não davam quorum. Ele explica bem o motivo. É que o PowerPoint é um dos aplicativos mais fáceis de aprender que existe. As pessoas que usam o recurso geralmente são usuários experientes de coisas mais complicadas como Excel, Access e outras ferramentas ainda mais complexas. Quem é que vai investir em PowerPoint? E é este justamente um dos motivos pelos quais a gente vê tanta apresentação ruim, que dá sono e vontade de levantar e sair do auditório. O recurso é muito fácil, mas uma apresentação não é recurso. É comunicação, é design, é storytelling. E tudo isso exige técnica e esforço. Quer saber mais? Faça o download do livro. Se tiver recursos, invista no evento.
Mais uma oficina finalizada em Brasília
Nesta sexta (25), finalizamos mais uma Oficina Design de Apresentações no Banco Central. Vi que o tempo passa, e como passa rápido. A turma era composta praticamente de novos servidores, que tomaram posse na instituição em junho. Lá, a gente chama os novatos de "fraldinhas" (é um jeito carinhoso de chamar a turma que está chegando). Depois de 20 anos na instituição, percebo novas caras, uma necessidade grande de aprender e de fazer bonito. Assiduidade, empenho, vontade de inovar. É muito bom ter pessoas tão interessadas numa turma, imagino como isso deve ser bom para a instituição, pois a atitude em sala de aula certamente é a atitude no trabalho. As apresentações que desenvolveram ao longo do curso ficaram de primeira: muita criatividade, cuidado com o design e primor na comunicação!
quinta-feira, 24 de julho de 2014
Bonito... Mas eficaz?
Um amigo me enviou este relatório: http://api.economicsurvey.org.uk/cache/summary/Q2%202014.pdf , do qual reproduzi uma das telas para a breve análise que faço aqui.
Trata-se de relatório da câmara de comércio britânica, que apresenta o desempenho de diversos setores e sob diversos aspectos. Cada um deles mostra em rosa o desempenho atual, em cinza o melhor desempenho e em preto o pior desempenho. Ficou muito bonito e elegante. No entanto, a função de uma peça desse tipo é facilitar o entendimento e, especialmente, a comparação. Não seria mais eficaz apresentar cada conjunto de informações com um mini gráfico de barras? Isso não exigiria esforço algum e o entendimento seria imediato.
Trata-se de relatório da câmara de comércio britânica, que apresenta o desempenho de diversos setores e sob diversos aspectos. Cada um deles mostra em rosa o desempenho atual, em cinza o melhor desempenho e em preto o pior desempenho. Ficou muito bonito e elegante. No entanto, a função de uma peça desse tipo é facilitar o entendimento e, especialmente, a comparação. Não seria mais eficaz apresentar cada conjunto de informações com um mini gráfico de barras? Isso não exigiria esforço algum e o entendimento seria imediato.
sábado, 12 de julho de 2014
Uma imagem vale mais do que 7 a 1
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| Esquerda: Alemanha. Direita: Brasil. |
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Better Powerpoint
No post anterior, citei o novo livro de Kosslyn mas esqueci de carregá-lo na coluna da direita. Está aí agora. Enquanto a Alemanha goleia Portugal, você pode se distrair lendo essa postagem. É muito mais interessante... :-P
O primeiro livro de Kosslyn sobre apresentações é muito mais denso, onde ele aplica seus oito princípios de cognição ao universo das apresentações, com detalhes, nomes técnicos e muita profundidade. Confesso que é um dos melhores livros sobre o assunto, e que tem mais embasamento teórico. Por isso, nas minhas oficinas, eu sempre cito esses princípios que explicam racionalmente como nosso cérebro funciona para apreender informação. Não há contestação, pelo contrário. As pessoas sempre param pra pensar e a gente ouve um "oooh" aqui ou ali.
Este novo livro é um resumo divertido de Clear and to the point. Nele, Kosslyn dá nomes fantasias aos seus oito princípios de cognição, como o citado Princípio Cachinhos Dourados (veja postagem anterior) e o divertido Princípio Mr Magoo. Quem não gosta de ler um texto divertido? É um livro conciso, de fácil leitura, claro, extremamente focado e útil, além de divertido. E com comprovação científica!
O primeiro livro de Kosslyn sobre apresentações é muito mais denso, onde ele aplica seus oito princípios de cognição ao universo das apresentações, com detalhes, nomes técnicos e muita profundidade. Confesso que é um dos melhores livros sobre o assunto, e que tem mais embasamento teórico. Por isso, nas minhas oficinas, eu sempre cito esses princípios que explicam racionalmente como nosso cérebro funciona para apreender informação. Não há contestação, pelo contrário. As pessoas sempre param pra pensar e a gente ouve um "oooh" aqui ou ali.
Este novo livro é um resumo divertido de Clear and to the point. Nele, Kosslyn dá nomes fantasias aos seus oito princípios de cognição, como o citado Princípio Cachinhos Dourados (veja postagem anterior) e o divertido Princípio Mr Magoo. Quem não gosta de ler um texto divertido? É um livro conciso, de fácil leitura, claro, extremamente focado e útil, além de divertido. E com comprovação científica!
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Cachinhos dourados pra todo lado
Ao ler detalhadamente o novo livro de Kosslyn, Better Powerpoint, deparei com o Goldilock's Principle. Encasquetei com essa palavra sem tradução. Trata-se da personagem da fábula Cachinhos Dourados e os três ursos. A menina invade a casa de uma família de ursos e experimenta seus utensílios, sua mobília, sua comida. Ela só se adaptava aos pertences da mãe urso, pois os do filho sempre ficaram pequenos demais e os do pai ficavam muito grandes. Essa idéia é apropriada por diversas áreas de conhecimento, como a economia, a astronomia e outras. Kosslyn usa esse nome fantasia para se referir à dificuldade que temos em absorver informação em excesso. Slides devem ter somente a informação necessária. Nem mais, nem menos. Sob pena de levar uma surra do Papai Urso.
domingo, 27 de abril de 2014
Pela casa se conhece o dono
Esta postagem não é sobre apresentações, mas sobre design e arquitetura. Na verdade, é sobre um livro. Fui levar uns exemplares de meu livro à Livraria Cultura, e aproveitei para passear pelas estantes de design, ilustração e arquitetura. O livro me chamou. Disse pra mim "ei, Manu, olha que capa bonita. Há quanto tempo você não compra um livro de arquitetura? Já viu um com design tão delicado e elegante? Tão despretensioso e bonito como eu?" De fato, encantei-me pela delicadeza das ilutrações, pelo projeto gráfico e pelo acabamento da publicação. Não me arrependi. Em texto simples e fácil, leitura de menos de uma hora, a gente repassa os períodos da arquitetura moderna desde o início do século XX aos dias de hoje, a partir das casas mais famosas que inauguraram estilos arquitetônicos ao longo de mais de um século. O autor do texto e das ilustrações é o arquiteto e ilustrador francês Didier Cornille, cuja elegância das ilustrações é um dos pontos fortes deste livro. Usou simples e harmoniosamente o traço livre a canetas hidrocor finas e com poucas cores. Belo livro pra se ter na estante, na mesa da sala, e pra curtir de vez em quando. O livro em português é editado pela Cosac Naif.
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