Estou preparando mais um curso, desta vez para a ABRTelecom. Na última oficina que ofereci, os alunos sugeriram que os temas das apresentações fossem temas de fácil entendimento. Acatei a sugestão e estou buscando temas do mundo corporativo, que afetam as pessoas nas organizações.
Além de aprender um bocado e manter o Tico e o Teco em harmonia, acabei tropeçando numa ferramenta que parece ser, no mínimo, divertida. O Emaze (http://www.emaze.com/?emazehome). Cliquei aqui e ali, mas para não perder o foco, vou guardar a curiosidade para outro momento.
O que saquei logo de cara: alta usabilidade, bem mais fácil do que o Prezi. O que achei ruim: ele já sai publicando qualquer bobagem que a gente faz, e para tornar privado o seu trabalho, tem que pagar. Puxa, vou ter que investir tempo pra fazer um teste todo de uma vez, porque não posso guardar a obra inacabada numa gavetinha sem ninguém bisbilhotar. O melhor que posso é jogar fora no lixo e recomeçar em outro momento.
Divulgo aqui pra quem tiver um tempinho ou já tiver testado, por favor, mande uma opinião. É bom conhecer essas novidades!
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
domingo, 19 de outubro de 2014
Corpos celestes sempre alinhados
Nas duas últimas semanas, venho dedicando meu tempo livre a auxiliar minha irmã a formatar uma apresentação sobre um satélite que a Agência Espacial alemã deve lançar. O instrumento tem dupla função: gera dados óticos e de altimetria para cientistas e estudiosos de todo o mundo acompanharem mudanças no nível do mar, associadas ao aquecimento global. Parei por aí. Posso ter falado besteira, afinal nível do mar nunca foi minha praia.
Mas resolvi, com a autorização dela, compartilhar um dos 48 slides da apresentação, que foi retrabalhado utilizando basicamente o muito útil princípio de design chamado Alinhamento. À esquerda, o slide original. À direita, o slide alterado. Observe um pouco.
Agora, os comentários. Depois de conversar com minha irmã, ela me explicou que tudo o que está em azul é instrumento que gera dados de altimetira, e o que está em vermelho são os elementos que geram dados óticos. Mantive a ideia do código de cores, que é excelente para orientar o olhar. Antes de trabalhar os alinhamentos, resolvi manter o fundo escuro, afinal nada mais lindo do que o próprio espaço como plano de fundo. Ele ganha o slide, entra na cena e envolve a plateia. Depois, retirei sem pena aquele blablabla que já deve estar na memória do apresentador e não dá pra ler mesmo naquele tamanho. Aí, arregacei as mangas e fiz o trabalho de alinhamento dos boxes e das linhas de chamada. Logicamente que minha irmã viu a imagem e me ajudou a encontrar uma com resolução melhor. Ah, e o toque de mestre foi lançar os títulos em letras garrafais, no modelo Outdoor mesmo. Olhe, compare e veja se fiz mais alguma coisa que não me lembrei de escrever.
Mas resolvi, com a autorização dela, compartilhar um dos 48 slides da apresentação, que foi retrabalhado utilizando basicamente o muito útil princípio de design chamado Alinhamento. À esquerda, o slide original. À direita, o slide alterado. Observe um pouco.
Agora, os comentários. Depois de conversar com minha irmã, ela me explicou que tudo o que está em azul é instrumento que gera dados de altimetira, e o que está em vermelho são os elementos que geram dados óticos. Mantive a ideia do código de cores, que é excelente para orientar o olhar. Antes de trabalhar os alinhamentos, resolvi manter o fundo escuro, afinal nada mais lindo do que o próprio espaço como plano de fundo. Ele ganha o slide, entra na cena e envolve a plateia. Depois, retirei sem pena aquele blablabla que já deve estar na memória do apresentador e não dá pra ler mesmo naquele tamanho. Aí, arregacei as mangas e fiz o trabalho de alinhamento dos boxes e das linhas de chamada. Logicamente que minha irmã viu a imagem e me ajudou a encontrar uma com resolução melhor. Ah, e o toque de mestre foi lançar os títulos em letras garrafais, no modelo Outdoor mesmo. Olhe, compare e veja se fiz mais alguma coisa que não me lembrei de escrever.
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
PowerPoint: arma para enganar trouxas
A comunicação eficaz pode ser usada para o bem ou para o mal. Estão aí tantos políticos que não me deixam mentir... Mas não vou falar de eleições. Recebi uma notícia interessantíssima, da revista Infomoney, de título "Mestre do PowerPoint: empresário levanta US$2 milhões com não-empresa".
Trata-se da história de um sujeito que deve ser bom de conversa, pois conseguiu convencer investidores a investir toda essa quantia em uma espécie de start-up que não existe, não tem produto, tem uma equipede seis caras e... só. Ah, e os slides? Bem, não dizem muito, como bons slides devem ser. Apenas apoiam o discurso (que infelizmente não vi, nem li, mas esse daí certamente cativou a plateia). Ou seja, na nossa sociedade do espetáculo, a apresentação vale mais do que o conteúdo. Cada vez mais. Êta humanidade simplória...
Trata-se da história de um sujeito que deve ser bom de conversa, pois conseguiu convencer investidores a investir toda essa quantia em uma espécie de start-up que não existe, não tem produto, tem uma equipede seis caras e... só. Ah, e os slides? Bem, não dizem muito, como bons slides devem ser. Apenas apoiam o discurso (que infelizmente não vi, nem li, mas esse daí certamente cativou a plateia). Ou seja, na nossa sociedade do espetáculo, a apresentação vale mais do que o conteúdo. Cada vez mais. Êta humanidade simplória...
domingo, 27 de julho de 2014
Aspirador para inspiração
Recentemente descobri um site muito bom, o Better Presenting. Lá, um mundo de informações sobre design de apresentações. Eles inclusive organizam um mega evento anual sobre o assunto. Além de muitas informações, serviços e o evento, o responsável Rick Altman oferece seu livro para download gratuito. O link está aí ao lado direito, clicando a imagem da capa. A primeira página do primeiro capítulo para mim foi muito esclarecedora. Sempre ficava encucada porque toda vez que me dava o trabalho de tentar oferecer uma turma de minhas oficinas ao mercado, não davam quorum. Ele explica bem o motivo. É que o PowerPoint é um dos aplicativos mais fáceis de aprender que existe. As pessoas que usam o recurso geralmente são usuários experientes de coisas mais complicadas como Excel, Access e outras ferramentas ainda mais complexas. Quem é que vai investir em PowerPoint? E é este justamente um dos motivos pelos quais a gente vê tanta apresentação ruim, que dá sono e vontade de levantar e sair do auditório. O recurso é muito fácil, mas uma apresentação não é recurso. É comunicação, é design, é storytelling. E tudo isso exige técnica e esforço. Quer saber mais? Faça o download do livro. Se tiver recursos, invista no evento.
Mais uma oficina finalizada em Brasília
Nesta sexta (25), finalizamos mais uma Oficina Design de Apresentações no Banco Central. Vi que o tempo passa, e como passa rápido. A turma era composta praticamente de novos servidores, que tomaram posse na instituição em junho. Lá, a gente chama os novatos de "fraldinhas" (é um jeito carinhoso de chamar a turma que está chegando). Depois de 20 anos na instituição, percebo novas caras, uma necessidade grande de aprender e de fazer bonito. Assiduidade, empenho, vontade de inovar. É muito bom ter pessoas tão interessadas numa turma, imagino como isso deve ser bom para a instituição, pois a atitude em sala de aula certamente é a atitude no trabalho. As apresentações que desenvolveram ao longo do curso ficaram de primeira: muita criatividade, cuidado com o design e primor na comunicação!
quinta-feira, 24 de julho de 2014
Bonito... Mas eficaz?
Um amigo me enviou este relatório: http://api.economicsurvey.org.uk/cache/summary/Q2%202014.pdf , do qual reproduzi uma das telas para a breve análise que faço aqui.
Trata-se de relatório da câmara de comércio britânica, que apresenta o desempenho de diversos setores e sob diversos aspectos. Cada um deles mostra em rosa o desempenho atual, em cinza o melhor desempenho e em preto o pior desempenho. Ficou muito bonito e elegante. No entanto, a função de uma peça desse tipo é facilitar o entendimento e, especialmente, a comparação. Não seria mais eficaz apresentar cada conjunto de informações com um mini gráfico de barras? Isso não exigiria esforço algum e o entendimento seria imediato.
Trata-se de relatório da câmara de comércio britânica, que apresenta o desempenho de diversos setores e sob diversos aspectos. Cada um deles mostra em rosa o desempenho atual, em cinza o melhor desempenho e em preto o pior desempenho. Ficou muito bonito e elegante. No entanto, a função de uma peça desse tipo é facilitar o entendimento e, especialmente, a comparação. Não seria mais eficaz apresentar cada conjunto de informações com um mini gráfico de barras? Isso não exigiria esforço algum e o entendimento seria imediato.
sábado, 12 de julho de 2014
Uma imagem vale mais do que 7 a 1
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| Esquerda: Alemanha. Direita: Brasil. |
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