Nas duas últimas semanas, venho dedicando meu tempo livre a auxiliar minha irmã a formatar uma apresentação sobre um satélite que a Agência Espacial alemã deve lançar. O instrumento tem dupla função: gera dados óticos e de altimetria para cientistas e estudiosos de todo o mundo acompanharem mudanças no nível do mar, associadas ao aquecimento global. Parei por aí. Posso ter falado besteira, afinal nível do mar nunca foi minha praia.
Mas resolvi, com a autorização dela, compartilhar um dos 48 slides da apresentação, que foi retrabalhado utilizando basicamente o muito útil princípio de design chamado Alinhamento. À esquerda, o slide original. À direita, o slide alterado. Observe um pouco.
Agora, os comentários. Depois de conversar com minha irmã, ela me explicou que tudo o que está em azul é instrumento que gera dados de altimetira, e o que está em vermelho são os elementos que geram dados óticos. Mantive a ideia do código de cores, que é excelente para orientar o olhar. Antes de trabalhar os alinhamentos, resolvi manter o fundo escuro, afinal nada mais lindo do que o próprio espaço como plano de fundo. Ele ganha o slide, entra na cena e envolve a plateia. Depois, retirei sem pena aquele blablabla que já deve estar na memória do apresentador e não dá pra ler mesmo naquele tamanho. Aí, arregacei as mangas e fiz o trabalho de alinhamento dos boxes e das linhas de chamada. Logicamente que minha irmã viu a imagem e me ajudou a encontrar uma com resolução melhor. Ah, e o toque de mestre foi lançar os títulos em letras garrafais, no modelo Outdoor mesmo. Olhe, compare e veja se fiz mais alguma coisa que não me lembrei de escrever.
domingo, 19 de outubro de 2014
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
PowerPoint: arma para enganar trouxas
A comunicação eficaz pode ser usada para o bem ou para o mal. Estão aí tantos políticos que não me deixam mentir... Mas não vou falar de eleições. Recebi uma notícia interessantíssima, da revista Infomoney, de título "Mestre do PowerPoint: empresário levanta US$2 milhões com não-empresa".
Trata-se da história de um sujeito que deve ser bom de conversa, pois conseguiu convencer investidores a investir toda essa quantia em uma espécie de start-up que não existe, não tem produto, tem uma equipede seis caras e... só. Ah, e os slides? Bem, não dizem muito, como bons slides devem ser. Apenas apoiam o discurso (que infelizmente não vi, nem li, mas esse daí certamente cativou a plateia). Ou seja, na nossa sociedade do espetáculo, a apresentação vale mais do que o conteúdo. Cada vez mais. Êta humanidade simplória...
Trata-se da história de um sujeito que deve ser bom de conversa, pois conseguiu convencer investidores a investir toda essa quantia em uma espécie de start-up que não existe, não tem produto, tem uma equipede seis caras e... só. Ah, e os slides? Bem, não dizem muito, como bons slides devem ser. Apenas apoiam o discurso (que infelizmente não vi, nem li, mas esse daí certamente cativou a plateia). Ou seja, na nossa sociedade do espetáculo, a apresentação vale mais do que o conteúdo. Cada vez mais. Êta humanidade simplória...
domingo, 27 de julho de 2014
Aspirador para inspiração
Recentemente descobri um site muito bom, o Better Presenting. Lá, um mundo de informações sobre design de apresentações. Eles inclusive organizam um mega evento anual sobre o assunto. Além de muitas informações, serviços e o evento, o responsável Rick Altman oferece seu livro para download gratuito. O link está aí ao lado direito, clicando a imagem da capa. A primeira página do primeiro capítulo para mim foi muito esclarecedora. Sempre ficava encucada porque toda vez que me dava o trabalho de tentar oferecer uma turma de minhas oficinas ao mercado, não davam quorum. Ele explica bem o motivo. É que o PowerPoint é um dos aplicativos mais fáceis de aprender que existe. As pessoas que usam o recurso geralmente são usuários experientes de coisas mais complicadas como Excel, Access e outras ferramentas ainda mais complexas. Quem é que vai investir em PowerPoint? E é este justamente um dos motivos pelos quais a gente vê tanta apresentação ruim, que dá sono e vontade de levantar e sair do auditório. O recurso é muito fácil, mas uma apresentação não é recurso. É comunicação, é design, é storytelling. E tudo isso exige técnica e esforço. Quer saber mais? Faça o download do livro. Se tiver recursos, invista no evento.
Mais uma oficina finalizada em Brasília
Nesta sexta (25), finalizamos mais uma Oficina Design de Apresentações no Banco Central. Vi que o tempo passa, e como passa rápido. A turma era composta praticamente de novos servidores, que tomaram posse na instituição em junho. Lá, a gente chama os novatos de "fraldinhas" (é um jeito carinhoso de chamar a turma que está chegando). Depois de 20 anos na instituição, percebo novas caras, uma necessidade grande de aprender e de fazer bonito. Assiduidade, empenho, vontade de inovar. É muito bom ter pessoas tão interessadas numa turma, imagino como isso deve ser bom para a instituição, pois a atitude em sala de aula certamente é a atitude no trabalho. As apresentações que desenvolveram ao longo do curso ficaram de primeira: muita criatividade, cuidado com o design e primor na comunicação!
quinta-feira, 24 de julho de 2014
Bonito... Mas eficaz?
Um amigo me enviou este relatório: http://api.economicsurvey.org.uk/cache/summary/Q2%202014.pdf , do qual reproduzi uma das telas para a breve análise que faço aqui.
Trata-se de relatório da câmara de comércio britânica, que apresenta o desempenho de diversos setores e sob diversos aspectos. Cada um deles mostra em rosa o desempenho atual, em cinza o melhor desempenho e em preto o pior desempenho. Ficou muito bonito e elegante. No entanto, a função de uma peça desse tipo é facilitar o entendimento e, especialmente, a comparação. Não seria mais eficaz apresentar cada conjunto de informações com um mini gráfico de barras? Isso não exigiria esforço algum e o entendimento seria imediato.
Trata-se de relatório da câmara de comércio britânica, que apresenta o desempenho de diversos setores e sob diversos aspectos. Cada um deles mostra em rosa o desempenho atual, em cinza o melhor desempenho e em preto o pior desempenho. Ficou muito bonito e elegante. No entanto, a função de uma peça desse tipo é facilitar o entendimento e, especialmente, a comparação. Não seria mais eficaz apresentar cada conjunto de informações com um mini gráfico de barras? Isso não exigiria esforço algum e o entendimento seria imediato.
sábado, 12 de julho de 2014
Uma imagem vale mais do que 7 a 1
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| Esquerda: Alemanha. Direita: Brasil. |
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Better Powerpoint
No post anterior, citei o novo livro de Kosslyn mas esqueci de carregá-lo na coluna da direita. Está aí agora. Enquanto a Alemanha goleia Portugal, você pode se distrair lendo essa postagem. É muito mais interessante... :-P
O primeiro livro de Kosslyn sobre apresentações é muito mais denso, onde ele aplica seus oito princípios de cognição ao universo das apresentações, com detalhes, nomes técnicos e muita profundidade. Confesso que é um dos melhores livros sobre o assunto, e que tem mais embasamento teórico. Por isso, nas minhas oficinas, eu sempre cito esses princípios que explicam racionalmente como nosso cérebro funciona para apreender informação. Não há contestação, pelo contrário. As pessoas sempre param pra pensar e a gente ouve um "oooh" aqui ou ali.
Este novo livro é um resumo divertido de Clear and to the point. Nele, Kosslyn dá nomes fantasias aos seus oito princípios de cognição, como o citado Princípio Cachinhos Dourados (veja postagem anterior) e o divertido Princípio Mr Magoo. Quem não gosta de ler um texto divertido? É um livro conciso, de fácil leitura, claro, extremamente focado e útil, além de divertido. E com comprovação científica!
O primeiro livro de Kosslyn sobre apresentações é muito mais denso, onde ele aplica seus oito princípios de cognição ao universo das apresentações, com detalhes, nomes técnicos e muita profundidade. Confesso que é um dos melhores livros sobre o assunto, e que tem mais embasamento teórico. Por isso, nas minhas oficinas, eu sempre cito esses princípios que explicam racionalmente como nosso cérebro funciona para apreender informação. Não há contestação, pelo contrário. As pessoas sempre param pra pensar e a gente ouve um "oooh" aqui ou ali.
Este novo livro é um resumo divertido de Clear and to the point. Nele, Kosslyn dá nomes fantasias aos seus oito princípios de cognição, como o citado Princípio Cachinhos Dourados (veja postagem anterior) e o divertido Princípio Mr Magoo. Quem não gosta de ler um texto divertido? É um livro conciso, de fácil leitura, claro, extremamente focado e útil, além de divertido. E com comprovação científica!
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