sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Leia o filme, veja o livro
Outro dia postei o vídeo de Ji Lee, agora finalmente incluo na minha galeria de livros a linda publicação deste grande designer. Não sei o que é mais divertido, ler o filme ou ver o livro. Na verdade, em ambas as situações, é um exercício puramente visual, absolutamente lúdico. Mas o livro tem os extras, o making of. O autor nos brinda com os truques, as dicas de como transformar, ou reformar, ou reformatar, as letras para que comuniquem algo mais do que somente nosso lado esquerdo percebe fazendo aquele trabalhinho repetitivo de juntar letras e dar sentido às palavras. Ele descobre sentido na forma de cada palavra, amplificando a percepção do sentido. O "i", por exemplo, pode ser usado como uma figura humana. Claro, o "i" sempre foi um cara de pé, e no caso da palavra "ill", deitado. Sempre foi assim, mas foi o Ji Lee quem descobriu. Este asiático não só tem os olhos bem abertos, mas também o dom de nos fazer abrir bem nossos próprios olhos.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Suíços contra o PowerPoint
Ontem recebi esta notícia muito interessante. Um site suíço resolveu declarar guerra ao PowerPoint, e mostra a razão em números. Quanto dinheiro se perde em apresentações que não servem para nada. Segundo eles, o negócio é voltar para o bom e velho flip chart. Mas para isso, convenhamos, o sujeito tem que ser muito bem preparado para falar. E desenhar também! Oratória e capacidade de transformar discursos em imagens rápidas não é para qualquer um. Mas uma coisa é certa: os momentos de apresentações devem ficar muito mais prazerosos e interessantes. Segue o artigo. Agora é conferir o livro. Só falta o filme. :-)
Do Financial Times:
July 15, 2011 11:49 am
PowerPoint: costly distraction
Is the demise of PowerPoint presentations nearing? Management consultants consider slide presentation software – Microsoft first created its in 1984 – essential and engaging. Matthias Poehm disagrees. The founder of Switzerland’s Anti-PowerPoint-Party (APPP) wants to slash boring PowerPoint-style presentations.
Mr Poehm, a former software engineer, has a serious theory: globally, wasted presentations cost €350bn each year (cutting total output by 0.5 per cent). The presentations are not only uninspiring, he says, but lead to worse results for businesses and students. As an alternative, Poehm’s new book (an enticing one-third off if you join the APPP) recommends the flip chart. This, in his words, “has a triple effect in 95 per cent of cases”. Despite the slightly off-the-wall research, many Swiss agree. The APPP claims that with 1,207 members, it already ranks eighth in national party politics. Start investing in pens and paper.
http://www.ft.com/intl/cms/s/3/af7b0426-aece-11e0-9310-00144feabdc0.html?ftcamp=rss#axzz1RtSf9ge1
Do Financial Times:
July 15, 2011 11:49 am
PowerPoint: costly distraction
Is the demise of PowerPoint presentations nearing? Management consultants consider slide presentation software – Microsoft first created its in 1984 – essential and engaging. Matthias Poehm disagrees. The founder of Switzerland’s Anti-PowerPoint-Party (APPP) wants to slash boring PowerPoint-style presentations.
Mr Poehm, a former software engineer, has a serious theory: globally, wasted presentations cost €350bn each year (cutting total output by 0.5 per cent). The presentations are not only uninspiring, he says, but lead to worse results for businesses and students. As an alternative, Poehm’s new book (an enticing one-third off if you join the APPP) recommends the flip chart. This, in his words, “has a triple effect in 95 per cent of cases”. Despite the slightly off-the-wall research, many Swiss agree. The APPP claims that with 1,207 members, it already ranks eighth in national party politics. Start investing in pens and paper.
http://www.ft.com/intl/cms/s/3/af7b0426-aece-11e0-9310-00144feabdc0.html?ftcamp=rss#axzz1RtSf9ge1
domingo, 5 de junho de 2011
Um pouco mais de semiótica
Passeando pela livraria do professor Briquet de Lemos (link no livro ao lado), me deparei com o maravilhoso Isto Significa Isso, Isso Significa Aquilo, que acrescentei à minha lista de livros. Trata-se de uma coleção de princípios de semiótica apresentados de modo simples e básico. Na página par, uma imagem e uma pergunta do tipo "o que é isso?", no verso a explicação, associada a um princípio de semiótica. Essa ciência tem tudo a ver com o assunto deste blog. A semiótica nos ajuda a refletir sobre os signos, os significantes e os significados, e com isso damos um salto no uso mais focado de imagens e mensagens no processo de comunicação aplicado ao apoio visual a apresentações. Temos a necessidade constante de conhecimento do público, para possibilitar o uso dos conceitos adequados à melhor percepção da informação conforme contextos culturais, corporativos, acadêmicos. Uma maçã, por exemplo, para religiosos pode significar tentação, para médicos saúde, e para outros ela significa simplesmente um tipo de fruta. Esse livro traz um conhecimento básico que não deve faltar a quem leva a sério o uso apropriado de imagens no processo de comunicação.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
O soap que não é ensaboado
Ontem fui à Livraria Cultura e adquiri o novo livro sobre design de apresentações que está no mercado. Super apresentações é um guia muito bem elaborado por profissionais que ganham a vida elaborando apresentações eficazes para grandes clientes. Microsoft basta para exemplificar. Os caras são os caras. E o livro é muito bom. Está aí na minha lista de livros. Clique sobre a imagem e boa leitura!
terça-feira, 26 de abril de 2011
História visual
Navegando pelo You Tube, descobri este vídeo. Não comento sobre seu conteúdo, só que achei bem esclarecedor. A forma de apresentá-lo me encantou. É um relato visual, uma narração em off perfeitamente sincronizada com imagens que dizem tudo. No final, o elemento surpresa lindamente aplicado ao contexto.
sábado, 9 de abril de 2011
Um avião que voa para trás
Hoje tive raros momentos de navegação na web para me divertir. Sou meio maníaca por concursos culturais, e saí navegando para lá e para cá vendo o que valeria um esforço criativo. Cheguei a postar uma frase para mais um desses concursos.
Interessei-me, contudo, por um concurso cujo prêmio seria uma bela viagem ao Chile. Como o modo de participar não oferecia privacidade (via Twitter), resolvi navegar no site da Lan, promotora do evento, para buscar outro modo de participar. Não achei nada lá e desisti do tal concurso. Mas achei, no mapa do site, uma coleção de apresentações. Me diverti muito analisando as apresentações e imaginando como fazê-las mais interessantes.
Uma delas me chamou muito a atenção. Não replico o slide aqui porque não tenho direitos de uso da imagem, mas vale uma chegada lá para conferir: http://www.lan.com/files/about_us/lanchile/conferencia_santander_revista_capital_mayo_2010.pdf
Basta ver o primeiro e o último slides. A apresentação intenciona mostrar a empresa vencendo a crise, compara os números da Lan com os de inúmeras outras empresas no mundo. E os números são muito bons, embora também pudessem receber tratamento visual para cumprir melhor sua função nos slides.
O problema dessa apresentação é que o primeiro slide mostra um avião voando para trás. E o último slide também mostra o mesmo avião voando para trás. Por que o avião voa para trás quando a empresa parece voar para frente, e para cima? Com tantas fotos de aviões da companhia, será que não havia uma única que mostrasse um lindo avião voando para frente e para cima?
É óbvio que quem fez a apresentação não percebeu isso. Escolheu uma foto muito bonita e não atinou para o fato de que nós captamos informações conforme nossa cultura. Na cultura ocidental, a leitura do tempo e da escrita é sempre da esquerda para a direita. Assim, a sensação da imagem do primeiro e do último slides da apresentação da Lan mostra uma empresa que vai para trás. É a última imagem que uma empresa quer ter.
Por mais que o apresentador mostre bons números, as imagens que iniciam e que finalizam uma apresentação são aquilo que nossa limitada capacidade de processamento nos permite levar como lembrança (que apresentação mesmo? Ah, aquela do avião voando para trás). Não estranharia o fato de se frustrar uma expectativa de negócios com uma apresentação dessas. Pode apostar: se o avião estivesse alçando vôo "adelante y arriba", seria sucesso total!
Interessei-me, contudo, por um concurso cujo prêmio seria uma bela viagem ao Chile. Como o modo de participar não oferecia privacidade (via Twitter), resolvi navegar no site da Lan, promotora do evento, para buscar outro modo de participar. Não achei nada lá e desisti do tal concurso. Mas achei, no mapa do site, uma coleção de apresentações. Me diverti muito analisando as apresentações e imaginando como fazê-las mais interessantes.
Uma delas me chamou muito a atenção. Não replico o slide aqui porque não tenho direitos de uso da imagem, mas vale uma chegada lá para conferir: http://www.lan.com/files/about_us/lanchile/conferencia_santander_revista_capital_mayo_2010.pdf
Basta ver o primeiro e o último slides. A apresentação intenciona mostrar a empresa vencendo a crise, compara os números da Lan com os de inúmeras outras empresas no mundo. E os números são muito bons, embora também pudessem receber tratamento visual para cumprir melhor sua função nos slides.
O problema dessa apresentação é que o primeiro slide mostra um avião voando para trás. E o último slide também mostra o mesmo avião voando para trás. Por que o avião voa para trás quando a empresa parece voar para frente, e para cima? Com tantas fotos de aviões da companhia, será que não havia uma única que mostrasse um lindo avião voando para frente e para cima?
É óbvio que quem fez a apresentação não percebeu isso. Escolheu uma foto muito bonita e não atinou para o fato de que nós captamos informações conforme nossa cultura. Na cultura ocidental, a leitura do tempo e da escrita é sempre da esquerda para a direita. Assim, a sensação da imagem do primeiro e do último slides da apresentação da Lan mostra uma empresa que vai para trás. É a última imagem que uma empresa quer ter.
Por mais que o apresentador mostre bons números, as imagens que iniciam e que finalizam uma apresentação são aquilo que nossa limitada capacidade de processamento nos permite levar como lembrança (que apresentação mesmo? Ah, aquela do avião voando para trás). Não estranharia o fato de se frustrar uma expectativa de negócios com uma apresentação dessas. Pode apostar: se o avião estivesse alçando vôo "adelante y arriba", seria sucesso total!
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